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Burle Marx

Além de paisagista, era desenhista, pintor, tapeceiro, ceramista, escultor, pesquisador e criador de jóias e tapeçarias
por Portal Brasil publicado: 29/03/2010 14h24 última modificação: 01/05/2012 19h55
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Burle Marx mostra suas obras em exposição na Capital Federal

Nos anos 60 começou a compor os espaços de Brasília. Seus projetos eram como obras de arte e estavam em sintonia com os traços do arquiteto Oscar Niemeyer. Na Capital Federal, entre os belos ambientes criados pelo paisagista estão a Praça dos Cristais (no Setor Militar Urbano), a Praça das Fontes (no Parque da Cidade), os jardins externos e internos do Itamaraty, o jardim externo do Palácio da Justiça, o jardim externo do Palácio do Jaburu. É dele também o projeto de paisagismo da 308 Sul, os jardins do Teatro Nacional e os do Tribunal de Contas da União.

Nascido em São Paulo, em 1909, Burle Marx desde criança já gostava de plantas. Aos sete anos já cuidava de flores e tinha seu próprio canteiro. Passou a adolescência no Rio de Janeiro e, aos 19 anos, mudou-se com a família para a Alemanha. Durante o período que passou na Europa, frequentava o Jardim Botânico de Dahlem, em Berlim, quando começou a despertar sua paixão pelo paisagismo.

Voltou para o Brasil em 1930 e se matriculou na Escola de Belas Artes, onde conviveu com Oscar Niemeyer. De 1934 a 1937, foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco, quando passou a se destacar com paisagista. No seu trabalho, usava espécies da flora brasileira para acompanhar a arquitetura de prédios públicos e particulares.

De volta ao Rio de Janeiro, fez trabalhos importantes, como o Edifício Gustavo Capanema, sede do Ministério da Educação e Saúde, Aeroporto Santos Dumont e Associação Brasileira de Imprensa. Em 1942 foi convidado para projetar os jardins do Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, projeto de Oscar Niemeyer, encomendado por Juscelino Kubitscheck. Morreu em 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro.

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