Geral
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Até o início da década de 90, o Brasil era o principal produtor de safrol no mundo. A substância era extraída da Canela de Sassafrás, encontrada no Sul do País. Como a produção não sustentável criava o perigo de extinção da espécie, o Ibama proibiu a exploração da planta em 1991. Hoje, os únicos produtores mundiais de safrol são China e Vietnã, que usam os mesmos métodos destrutivos que eram empregados no Brasil no passado.
Desde 1992, a unidade da Embrapa no Acre pesquisa a pimenta longa, rica em safrol, com o objetivo de transformá-la uma alternativa produtiva sustentável para a agricultura familiar na Amazônia.
Além de preservar, o banco também tem sido útil para restituir ao meio ambiente plantas raras. O pesquisador Fábio de Oliveira, engenheiro agrônomo com doutorado na área de evolução e domesticação de plantas, ajudou a devolver ao Parque do Xingu, onde estão os índios yawalapti, uma variedade de bambu há anos desaparecida na região. Ela era utilizada pelos índios para a fabricação de flautas usadas no Kuarup, um dos principais rituais praticados pelos povos indígenas do Alto Xingu. Sem o bambu, os yawalapti já estavam recorrendo a tubos de PVC para substituí-lo na fabricação da flauta.
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