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“Esse é um problema que vai além do impacto que traz para a atividade turística. O banho de mar é, na verdade, a mais importante forma de lazer da população litorânea da região metropolitana do Recife”, diz Fábio Hazin, presidente do Comitê Estadual de Monitoramento aos Incidentes com Tubarões (Cemit).
O Sinuelo zarpa às quintas ou sextas-feiras, sempre para cobrir os finais de semana. Nos cinco dias de mar, o capitão, mais o chefe da expedição – um estudante –, um cozinheiro e dois auxiliares de convés inspecionam duas fileiras de linhas que funcionam como barreiras contra os tubarões.
Oespinhel, uma linha forte e comprida, é colocado a cerca de três quilômetros de distância das praias de Boa Viagem e do Paiva, onde ocorreu a maioria dos ataques. “A gente lança oito esferas em Boa Viagem, aí vai para o espinhel, que é de quatro quilômetros. Daí, lança as esferas em Piedade, que são cinco, vai para o Paiva, lança mais oito, e depois vai para o espinhel”, diz Juliana Viana, estudante e chefe de expedição, relatando boa parte do cotidiano do trabalho.
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