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Cidadania e Justiça

UFRJ aprova 20% de vagas anuais para alunos de escolas públicas

por Portal Brasil publicado: 20/08/2010 11h21 última modificação: 28/07/2014 09h08

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidiu destinar 20% das suas 8 mil vagas anuais para alunos de escolas públicas da rede estadual e municipal. A medida vale para o processo de seleção de 2011 e exclui colégios federais, universitários, militares e de aplicação. Não há previsão de cotas para negros e índios.

 

O Conselho Universtário (Consuni) decidiu também nesta quinta-feira (19) que 40% do total de vagas serão preenchidas por meio do vestibular tradicional e os outros 40% pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), avaliação feita do Ministério da Educação (MEC). Para entrar por cotas, o critério de seleção também será o Sisu.

 

Embora tenha sido considerada um avanço, a medida não incorporou cotas para negros e índios, como defendiam estudantes e servidores da universidade. Além desses, apenas dois professores votaram a favor da reserva de vagas para esses grupos.

 

Durante a reunião, ao rebater as críticas de que o percentual de 20% era tímido diante do quadro atual (32% dos alunos da universidade são da rede pública) e recusar a proposta de ampliar para 35% a reserva de vagas, o reitor Aloisio Teixeira disse que a decisão valerá apenas para 2011 e que "certamente serão discutidas coisas mais generosas para 2012".

 

Ao se posicionar contra as cotas etnorraciais, o reitor reforçou que uma parte da comunidade acadêmica não era a favor da medida, já adotada em outras instituições. Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o primeiro vestibular com recorte racial foi feito em 2003.

 

No Consuni também circulou uma "carta" assinada por 30 professores - entre eles, Eduardo Viveiros de Castro, Otávio Velho e Heloisa Buarque de Hollanda, defendendo as cotas sociais e raciais. "É preciso considerar os perfis dos estudantes, em vez de seguir camuflando a realidade com discursos sobre mérito, como se o conceito não fosse problemático e como se fosse possível comparar méritos de pessoas de condição social e trajetórias totalmente díspares", diz o documento.

 

Mesmo com as principais propostas derrotadas, o Diretório Central dos Estudantes considerou que saiu vitorioso. "Achamos que 20% não eram suficientes. Defendemos 50%, depois 35%, mas o que foi aprovado é um avanço rumo à popularização da UFRJ", afirmou a representante da entidade, Clara Saraiva.

 

Fonte:
Agência Brasil


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Assunto(s): Justiça, Direitos humanos

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