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Cidadania e Justiça

Setor privado pode se engajar no combate à corrupção

por Portal Brasil publicado: 09/12/2010 10h59 última modificação: 28/07/2014 09h09

O setor privado vai se engajar no combate à corrupção. Uma parceria do governo com o instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social resultou na criação de um cadastro especial que destaca as empresas que estão investindo na ética e na integridade, e que adotam medidas de prevenção à corrupção. Trata-se do Cadastro Empresa Pró-Ética.

Segundo a diretora de Prevenção da Corrupção da Corregedoria-Geral da União (CGU), Vânia Lúcia Vieira,  o cadastro será constituído de empresas que voluntariamente vão se inscrever e submeter suas ações à avaliação de um comitê, que vai analisar quais são as medidas que essas empresas estão implementando e quais atendem às medidas consideradas obrigatórias. Depois de avaliada, a empresa passará a constar em um cadastro positivo.

De acordo com a diretora, as empresas que deixarem de cumprir as exigências contidas no regulamento do cadastro ou se envolverem em situações que coloquem em dúvida seu compromisso com a ética podem ser suspensas ou excluídas automaticamente do cadastro.“Para estar nesse cadastro, a empresa não pode ter sido punida, porque a CGU tem também um cadastro de empresas punidas pela administração. Espera-se que seja mais uma iniciativa que vem somar ao nosso esforço de engajar empresas e setor privado nessa tarefa", disse.

Antes de ficar pronto, o cadastro Empresa Pró-Ética passou por consulta pública. A partir desta quinta-feira (9), as empresas interessadas podem iniciar o processo de inscrição pelo site da CGU. As empresas interessadas devem preencher, imprimir e enviar ao comitê gestor o formulário de solicitação de adesão (disponível no site), assinado por um representante legal.

Segundo a CGU, as exigências às integrantes do cadastro incluem a adoção de regras formais de relacionamento com o setor público, códigos de conduta, canais internos de denúncias, sistemas de controle, auditoria e política de transparência que envolva, inclusive, as doações a campanhas políticas efetuadas pela empresa a partidos e candidatos.

O objetivo da iniciativa é reconhecer as boas práticas de promoção da ética nas empresas. A CGU quer que essa lista de empresas que se preocupam em prevenir a corrupção seja feita nos mesmos moldes da lista de empresas punidas pela administração pública – por meio do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis), que já conta com cerca de 2,5 mil empresas punidas.


Fonte: 
Agência Brasil

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