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Cidadania e Justiça

Organizações humanitárias pedem mais alimentos e menos itens de vestuário para região serrana do RJ

por Portal Brasil publicado: 19/01/2011 18h57 última modificação: 28/07/2014 14h55

Com galpões lotados de sacolas com itens de vestuário nas cidades serranas afetadas pelas chuvas no Rio de Janeiro, a Cruz Vermelha e a Secretaria Estadual de Assistência Social do estado pedem "moderação" na doação de roupas e sapatos para os cerca de 13 mil desabrigados e desalojados em três cidades. A Cruz Vermelha contabilizou 130 mil toneladas de roupas contra 180 mil toneladas de alimentos doados.

De acordo com as organizações, a prioridade agora é receber itens de limpeza como água sanitária, cloro, além de alimentos, produtos para bebês e material de higiene pessoal (escova de dentes, absorventes femininos e sabonetes, por exemplo).

"Acredito que o temos de roupas e sapatos é suficiente. Talvez, mais para a frente, voltemos a pedir isso, mas a alimentação é constante, é diária, precisamos mais", disse o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Luiz Alberto Sampaio. Ele quer aproveitar a mobilização da sociedade para recolher itens que abastecerão os desabrigados por pelo menos seis meses.

O secretário estadual de Assistência Social, Rodrigo Neves, disse que as cidades já receberam roupas suficientes e reforçou o pedido para doação de água, colchonetes e produtos de limpeza. 

No bairro de Santa Mônica, um das regiões mais afetadas pelas chuvas em Itaipava, distrito de Petrópolis, uma igreja que recebe doações para distribuir aos moradores afixou na porta os itens que estão em falta e pediu para que roupas não sejam mais enviadas por falta de espaço.

"Estamos levando café da manhã, almoço e jantar em lugares onde não chega nem carro. Precisamos de alimentos, itens da cesta básica. Também está faltando materiais de limpeza, como rodos, vassouras, panos de prato, cloro e detergente. O pessoal vem buscar e as vezes não têm ", disse a coordenadora do galpão da igreja, Maria Olívia Bortoloto. 

Evitando criticar qualquer doação, o presidente da Cruz Vermelha Brasileira disse que ao praticar um ato solidário, as pessoas deveriam "fazer para aos outros o que gostariam que fizessem por elas" e descartassem peças de roupas sujas e estragadas. Pediu também que empresários cedam galpões para armazenar as doações nas cidades serranas.


Fonte:
Agência Brasil

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