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Cidadania e Justiça

Centro de SP é a região no estado que concentra mais ataques homofóbicos, diz estudo

por Portal Brasil publicado: 21/02/2011 12h23 última modificação: 28/07/2014 14h55

O centro de São Paulo é a região da capital que mais concentra ataques homofóbicos no estado. Isso é o que apontou um estudo feito com base em denúncias que foram recebidas entre os anos de 2006 e 2009 pelo Centro de Combate à Homofobia (CCH) da Coordenadoria de Diversidade Sexual (Cads), ligado à Secretaria Municipal de Participação e Parceria. Os dados de 2010 ainda não foram totalmente contabilizados e por isso não constam do levantamento.

Um dos casos que ganharam grande repercussão no ano passado foi o da agressão sofrida por um jovem na Avenida Paulista. Ele foi atacado por cinco pessoas, entre elas quatro menores, quando caminhava com um amigo pela avenida. Câmeras instaladas próximas ao local onde o ato ocorreu mostraram que o jovem foi agredido com uma lâmpada fluorescente e vários socos e pontapés.

De acordo com o estudo, feito com base em 316 denúncias, o centro da capital, que inclui a Avenida Paulista, tem uma alta concentração de violência homofóbica. As agressões ocorrem, em sua maioria, no entorno dos locais mais frequentados pelos homossexuais. As vítimas são geralmente homens, de 25 a 39 anos de idade, brancos. Em cerca de metade dos casos os agressores são pessoas conhecidas das vítimas.

Das 316 denúncias de violência homofóbica que foram recebidas pelo órgão, 50 delas eram relatos de violência física. Em 39 desses casos, o ato violento ocorreu em espaço público, dez no ambiente doméstico e um, no trabalho.

Os dados do levantamento vão servir para que a prefeitura elabore políticas públicas voltadas para os homossexuais.

As vítimas de violência homofóbica em São Paulo podem fazer a denúncia pessoalmente, por telefone ou pela internet. O CCH funciona de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h, no Pátio do Colégio, 05, na região central. Mais informações podem ser obtidas pelo telefones (11) 3106-8780 ou pelo e-mail.


Fonte:
Agência Brasil

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