Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2011 > 04 > Programa de combate à pobreza extrema terá ações contra analfabetismo entre adultos

Cidadania e Justiça

Programa de combate à pobreza extrema terá ações contra analfabetismo entre adultos

por Portal Brasil publicado: 25/04/2011 19h19 última modificação: 28/07/2014 14h58

O programa de erradicação da pobreza extrema, que será lançado pelo governo no próximo mês, terá como objetivo promover a autonomia de famílias que foram retiradas da miséria pelo Bolsa Família. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um dos pontos mais importantes do programa será o combate ao analfabetismo entre adultos, fenômeno que, atualmente, ainda representa entrave para a qualificação profissional.

"Nós temos um problema grande de analfabetismo de adultos. Estamos pensando em relançar um programa de alfabetização. Essa questão é uma vergonha para o Brasil ainda", disse o ministro.

Os números do analfabetismo são altos. De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2010, a taxa de analfabetismo no Brasil entre pessoas com 15 anos ou mais caiu 0,3 ponto percentual entre 2008 e 2009. O índice saiu de 10%, há dois anos, para 9,7% em 2009. Isso representa 14,1 milhões de analfabetos.

A maioria dos analfabetos (92,6%) está concentrada no grupo com mais de 25 anos de idade. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre a população com 50 anos ou mais chega a 40,1%. Além disso, um em cada cinco brasileiros (20,3%) é analfabeto funcional. Se forem levados em consideração apenas os números da região Nordeste, a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), analfabeto funcional é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos. Ele, em geral, lê e escreve frases simples, mas não é capaz de interpretar textos e colocar ideias no papel.

Carvalho avaliou que o novo programa de combate ao analfabetismo entre adultos terá um enfoque mais amplo que as demais ações já desenvolvidas com o mesmo objetivo. "O Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) tirava a pessoa do analfabetismo, mas não fazia a pessoa avançar mais do que isso. A ideia é fazer com que a pessoa possa avançar mais", disse.

A data do lançamento do programa de erradicação da pobreza extrema, que está sendo pensado como prioridade pelo governo da presidenta Dilma Rousseff, ainda não foi divulgada. Antes do feriado da Semana Santa, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, se reuniu com Dilma, no Palácio do Planalto, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do tema. Nesta semana, outra reunião será agendada para tratar dos detalhes finais do plano.

"São medidas tomadas todas na perspectiva de criar a autonomia das pessoas. Tivemos, até agora, o Bolsa Família como elemento essencial para a retirada das pessoas da miséria. O governo pensa em manter o Bolsa Família, porque não dá ainda para viver sem ele. Mas o programa de erradicação da pobreza vai fazer com que esse contingente de cidadãos, que forma mais de 11 milhões de famílias, possa dar os próximos passos rumo à independência", explicou o ministro.

Carvalho explicou ainda que a qualificação profissional está no cerne do programa. "Nesse sentido, vai na linha muito forte de qualificação, de treinamento. Para isso, a economia tem que continuar girando, senão essa gente não vai poder ingressar no mercado de trabalho. Nós temos, hoje, uma demanda cada vez maior de mão de obra qualificada", observou.

Outro ponto importante, de acordo com o ministro, será o investimento em creches para dar autonomia das mulheres que têm filhos, compromisso de campanha assumido pela presidenta. "O programa passa pela questão da infância e, nesse contexto, o governo prevê a criação de 6 mil creches. Por um lado, a creche tem a função de dar à criança a alimentação adequada nos primeiros anos e a presidenta está muito atenta a isso, além da liberação da mulher, da mãe, para o trabalho", destacou.


Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate discriminação contra LGBT
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência debate discriminação contra LGBT
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital