Cidadania e Justiça
Conselho Nacional de Justiça já colocou mais de mil detentos no mercado de trabalho
O Programa Começar de Novo, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2009 para reduzir a reincidência criminal por meio da oferta de cursos de capacitação e de empregos, ultrapassou nesta semana a marca de mil postos de trabalho ocupados por detentos e egressos do sistema carcerário. A iniciativa é resultado de parceria entre o CNJ, tribunais de Justiça, governos estaduais e municipais, empresas e entidades da sociedade civil.
Segundo dados do conselho, o número de vagas de emprego preenchidas chegou a 1.027 na quarta-feira (11). Em órgãos públicos e empresas privadas de todas as regiões do País, os trabalhadores exercem atividades de auxiliar administrativo, pedreiro, vidraceiro, telefonista, eletricista, auxiliar de serviços gerais, ajudante de obras, soldador e mecânico.
Os dados relativos a cursos de capacitação e empregos estão disponíveis no Portal de Oportunidades do CNJ. Através dessa ferramenta, as empresas e órgãos públicos interessados em participar do programa informam às varas de Execução Criminal sobre a existência das vagas.
As comissões formadas por promotores, juízes e sistema carcerário selecionam os candidatos a ocupar as vagas. Entre os atrativos para a oferta de oportunidade aos detentos estão a isenção de tributos e regime de trabalho diferenciado: sentenciados dos regimes fechado e semiaberto não podem ser contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Fonte:
Agência Brasil
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