Cidadania e Justiça
Brasil é um sócio estratégico e importante para o Peru, afirma Humala
Um país estratégico e importante. Assim o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, classificou o Brasil, nesta quinta-feira (9), após reunir-se com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Humala explicou que o Brasil foi o primeiro país a ser visitado por causa do papel de destaque que tem América do Sul. Antes da entrevista, o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, informou que a presidenta Dilma confirmou que irá à posse do peruano, em 28 de julho, em Lima.
“Os dois conversaram sobre alguns programas desenvolvidos aqui no Brasil, como, por exemplo, o Brasil sem Miséria, o ProUni [Programa Universidade Para Todos] e o Bolsa Família”, contou o porta-voz.
Em seguida, o presidente eleito do Peru explicou que a reunião também serviu para assegurar o fortalecimento da integração entre os dois países. Conforme explicou, durante a campanha eleitoral ele assumiu compromissos de implantar programas que estão sendo desenvolvidos no Brasil que dizem respeito à inclusão social.
Para Humala, o crescimento econômico deve ocorrer paralelamente às ações de inclusão social. “Um país não pode se considerar rico quando há tanta pobreza”, afirmou. “O Brasil é um modelo exitoso de estabilidade macroeconômica com inclusão social”, disse o presidente eleito do Peru.
Além disso, Humala contou também sobre a importância de fortalecer o combate ao narcotráfico. “Estamos satisfeitos com essa nossa reunião. O Brasil é um sócio estratégico e importante para o Peru”, afirmou o presidente eleito. Após a reunião ele seguiu viagem para São Paulo, onde deve se encontrar com o ex-presidente Lula.
Após a entrevista do presidente eleito, o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, informou que na reunião a presidenta Dilma repassou ao colega peruano detalhes do Plano Estratégico de Fronteiras, lançado na quarta-feira (8), em Brasília. Segundo Marco Aurélio, houve grande receptividade por parte do líder peruano.
Marco Aurélio contou também que o Brasil irá ajudar o governo peruano na implantação dos programas sociais, mas limitando-se à assistência técnica. O assessor informou que o governo brasileiro não está preocupado em ter influência na América do Sul. Segundo ele, a presença do Brasil no mundo passa necessariamente pela relação com os países do continente sul-americano.
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