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Cidadania e Justiça

Comunidades quilombolas do Pará começam a ser avaliadas

por Portal Brasil publicado : 30/06/2011 12:19

Crianças de até 5 anos, moradoras de 102 comunidades quilombolas do Pará começam a ser pesadas e medidas nesta semana. Um estudo, conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) , em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), está sendo realizado em todo o País para analisar o perfil nutricional das crianças de comunidades quilombolas e para avaliar a situação socioeconômica das famílias.  A pesquisa é conduzida por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa, Informação e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (DataUFF).

 “Também faremos o georreferenciamento de todos os domicílios e de todos os equipamentos públicos disponíveis na região”, explica Junia Quiroga,  do MDS,.


Coleta de dados

A equipe de pesquisadores já realizou o trabalho de campo em quatro regiões brasileiras – Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Sudeste. Agora, vão coletar os dados sobre a situação nutricional de 102 comunidades quilombolas na região Norte. Agentes comunitários de saúde também participam na ação de pesar e medir as crianças.

De acordo com Junia Quiroga, 173 comunidades quilombolas tituladas, localizadas em 55 municípios brasileiros, serão avaliadas. “A pesquisa, da forma como está sendo feita, é inédita no Brasil. Em 2006, fizemos um levantamento, porém, além de ter visitado um número menor de comunidades, o questionário era mais simples. Dessa vez, toda a pesquisa será diferente: teremos um universo muito maior de comunidades e um questionário bem mais detalhado”, diz.

A previsão do MDS é de que os resultados do estudo sejam divulgados em 2012, mas outras pesquisas podem surgir em seguida, adianta Júnia Quiroga. “Embora a pesquisa atual fique restrita as 173 comunidades tituladas até 2009, nossa expectativa é que outro levantamento seja feito daqui a três ou cinco anos, e, então, incluiremos as comunidades tituladas após 2009”.

 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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