Cidadania e Justiça
ONU auxiliará governo na produção de estudos sobre Brasil Sem Miséria
Os indicadores da pobreza extrema elaborados pelo governo, que seriam avaliados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e os institutos de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , terão um reforço agora, com a participação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). A comissão, criada em 1948, pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, busca incentivar a cooperação econômica entre os 48 países membros.
Na parceria, a comissão fica responsável por examinar as diferenças entre a mensuração da extrema pobreza por meio das pesquisas Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e de Orçamentos Familiares (POF), do Censo Demográfico e do Cadastro Único paras Programas Sociais.
Nessa avaliação a comissão vai avaliar as variáveis entre essas sondagens, como o tipo de levantamento estatístico que usam , o período de coleta que escolhem , o fluxo de perguntas relacionadas a rendimento no questionário, além de comparar o tamanho e abrangência da amostra de cada um.
Para o secretário executivo do MDS, Rômulo Paes de Sousa, é importante que a sociedade saiba, desde o início, os dados sobre os quais o governo será cobrado. “É preciso ter clareza sobre os indicadores pelos quais seremos avaliados”, destaca.
De acordo com o presidente em exercício do Ipea, Jorge Abrahão, a parceria com a ONU será importante na definição da metodologia que será utilizada na aferição de quantos brasileiros sairão da linha da extrema pobreza.
O Plano Brasil Sem Miséria, coordenado pelo MDS, tem como meta retirar da extrema pobreza 16,2 milhões de brasileiros que vivem com até R$ 70 de renda per capita mensal. Para isso atuará em três eixos: transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva.
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