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Cidadania e Justiça

Campanha recolhe 9.160 armas em dois meses

por Portal Brasil publicado: 06/07/2011 12h28 última modificação: 28/07/2014 15h01

A Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil - completa dois meses nesta quarta-feira (6) e o balanço parcial do Ministério da Justiça indica que, neste período, 9.160 armamentos e 30.901 munições já foram entregues pela população. O número ultrapassa em grande quantidade o total que a Polícia Federal — órgão que tem a atribuição de receber armas regularmente — recolheu ao longo dos quatro primeiros meses do ano, que foi de aproximadamente mil artefatos. Para o ministério, o resultado é positivo revela a capacidade de mobilização da iniciativa. 

Segundo o balanço, cada pessoa entrega, em média, uma arma. No caso das munições, essa média sobe para 36 unidades por pessoa.

Até agora, os revólveres calibre 38 lideram a lista dos armamentos recebidos pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal. São 2.436, o que representa 26,5%. Depois vêm os revólveres calibre 32, com 1.110 unidades (12%). Foram entregues ainda 32 fuzis, quatro metralhadoras e duas submetralhadoras.

Uma das inovações da campanha deste ano, a indenização, retirada pelo próprio responsável pela entrega do armamento, já pagou R$ 835 mil. Os valores por arma são R$ 100, R$ 200 ou R$ 300.

A iniciativa atual traz ainda outras três novidades: o cidadão não precisa se identificar no momento da entrega; a arma é inutilizada na hora; e há um maior número de postos de coleta.


Rede de coleta

Desde o lançamento nacional da campanha pelo Ministério da Justiça, em 6 de maio no Rio de Janeiro, outros cinco estados e o Distrito Federal aderiram à campanha. As unidades da federação ficam responsáveis pela ampliação dos postos de coleta. Em Minas Gerais, por exemplo, 200 começarão a funcionar nos próximos dias em unidades das Polícias Civil e Militar.

A campanha segue até 31 de dezembro. Depois disso, as entregas continuam sendo aceitas, mas não serão mais anônimas nem indenizadas.


Fonte:
Ministério da Justiça

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