Cidadania e Justiça
Previdência tem que ser compensada por desoneração da folha de pagamento, diz ministro
O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, voltou a defender nesta quinta-feira (21) que a proposta de desoneração da folha de pagamento não prejudique as contas da Previdência e que o governo garanta uma compensação para a perda de arrecadação no setor. A desoneração é uma demanda das empresas, que pedem redução dos custos trabalhistas.
“Ainda não temos uma conclusão final do entendimento entre os ministérios da Fazenda e da Previdência. Há uma preocupação de nossa parte para que não tenhamos problemas com relação a sustentabilidade do sistema", disse o ministro. "Na quarta (20) estivemos com a presidenta Dilma Rousseff, que também se mostrou muito atenta para isso, e estamos confiantes de que a Previdência não ficará no prejuízo".
A principal proposta em negociação é a desoneração completa, com o fim da tributação de 20% sobre as folhas de pagamento e a substituição por outro tributo, que seria calculado diretamente sobre o faturamento das empresas.
“Essa proposta está sendo objeto de estudo, não há conclusão final, mas me parece que ela pode ensejar esse entendimento. Essa formatação poderá não ser a ideal, embora possa atender aos interesses da Previdência. Mas não há proposta ideal, o ideal seria não desonerar”, afirmou o ministro.
Segundo Garibaldi, a decisão do governo não será tomada de “maneira açodada”, e a desoneração deverá ser feita de forma gradativa, até chegar a zero.
Na quarta-feira (20), o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, disse que a desoneração da folha de pagamento não deverá estar no texto da política industrial, que será anunciada no dia 2 de setembro.
Fonte:
Agência Brasil
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