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Cidadania e Justiça

Diversidade sexual feminina é tema de encontro em Brasília

por Portal Brasil publicado: 25/08/2011 17h28 última modificação: 28/07/2014 15h02

Expandir as discussões sobre a diversidade sexual feminina, na expectativa de assegurar o respeito e reconhecimento às ações afirmativas para mulheres lésbicas, é um dos objetivos do “Diálogo pela Visibilidade Lésbica - Questão de Justiça & Saúde”, que será realizado na próxima segunda-feira (29), às 9h30, no auditório do Ministério da Justiça.

Promovem o evento a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (Dagep), o Ministério da Justiça e a Secretaria de Políticas para Mulheres, por meio de sua Subsecretaria de Articulação Institucional e Ações Temáticas.

O dia 29 de agosto, instituído como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, é uma referência à realização, em 1996, do I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 100 lésbicas e mulheres bissexuais.

“A invisibilidade de lésbicas contribui para maior vulnerabilidade destas mulheres em relação à sua saúde, educação, trabalho, etc. Diante da ausência de informações específicas, profissionais de saúde, justiça e segurança pública têm dificuldades de perceber as necessidades deste público e atendê-lo adequadamente”, pontua Júlia Roland, diretora do Dagep.

Superar a subnotificação de dados referentes à lesbofobia - violência contra lésbicas - é outra urgente demanda que será discutida durante o evento.


Indicadores

Publicado pela Rede Feminista de Saúde em 2006, o “Dossiê Saúde das Mulheres Lésbicas - Promoção da Equidade e da Integralidade” apresenta dados que evidenciam as desigualdades de acesso à saúde pelas lésbicas e mulheres bissexuais. O estudo mostra, por exemplo, que 40% das mulheres que procuram os serviços de saúde não revelam sua orientação sexual. Entre as que revelam não serem heterossexuais, 28% afirmam receber um atendimento pouco atencioso pelos médicos, e 17% acreditam que estes deixam de solicitar exames indispensáveis por considerarem desnecessário procedimentos mais detalhados.

No que se refere à realização do exame preventivo do câncer cérvico-uterino - Papanicolau, dados do dossiê demonstram que a proporção de procedimentos realizados em mulheres heterossexuais é de 89,7%, enquanto entre as mulheres lésbicas e bissexuais este indicador cai para 66,7%, mesmo em grupos com maior escolaridade e renda.

 

Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres

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