Cidadania e Justiça
Brasil Sem Miséria vai combater doenças que atacam pessoas em extrema pobreza
Tuberculose, hanseníase, esquistossomose, malária, tracoma (infecção no olho causada por bactéria) são doenças que atingem os 16,2 milhões de brasileiros que se encontram em situação de extrema pobreza. Os dados foram apresentados durante o penúltimo dia do VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, que termina nesta quarta-feira (16), na cidade de São Paulo.
Para o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rômulo Paes de Sousa, as ações integradas do Brasil Sem Miséria são ferramentas pertinentes para o combate dessas doenças. “As estratégias focadas na transferência de renda, segurança alimentar, habitação e saneamento, na saúde, educação e aprimoramento da qualidade dos serviços públicos oferecidos são escolhas corretas para enfrentar esses males”, disse.
Já a assessora da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde Regiane de Paula acredita que o Brasil Sem Miséria é o compromisso político de combate às chamadas doenças negligenciadas e as iniquidades na saúde.
Durante o painel “Epidemiologia das Doenças Negligenciadas”, Regiane fez um chamamento: “É necessário que a sociedade civil organizada e parceiros dos setores privados também estejam inseridos nessa e em outras ações sustentáveis”.
Alguns estados definiram outros males como doenças negligenciadas. Pernambuco, por exemplo, apresentou o projeto Sanar. Nele constam a doença de chagas, tuberculose, hanseníase, esquistossomose, filariose, tracoma e geo-helmintíase.
O programa tem orçamento de R$ 2,4 milhões e, segundo o secretário-executivo de Vigilância em Saúde de Pernambuco, Eronildo Felisberto, tem o objetivo de diminuir, até 2014, a incidência desses males no estado. “Lamentavelmente, Pernambuco ainda é o primeiro estado em número de óbitos em doenças como a esquistossomose”, disse. No estado, 47 pessoas a cada 100 mil habitantes morrem em decorrência da doença. No Brasil, a média é de 37 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes.
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