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Cidadania e Justiça

Ligue 180 no exterior vai atender brasileiras na Espanha, Portugal e Itália

por Portal Brasil publicado: 23/11/2011 20h19 última modificação: 28/07/2014 15h06

A Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), que presta atendimento às mulheres vítimas de violência em todo o Brasil e começa a ser vista como referência em matéria de assistência às vítimas. O atendimento foi ampliado para brasileiras também em situação de risco no exterior, especialmente para residentes da Espanha, Portugal e Itália.

O ato de lançamento do serviço será feito pela ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas paras as mulheres, Iriny Lopes, juntamente com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro interino das Relações Exteriores, embaixador Ruy Nunes Pinto Nogueira, nesta sexta-feira (25), em Brasília. 

"É a primeira porta que se abre para as cidadãs fora do País, nesses três países", ressalta Jadelza de Andrade Araújo, coordenadora da Central de Atendimento à Mulher. Ela  observa que, da mesma forma que no Brasil,  a ligação no exterior também  é gratuita e confidencial. Além disso, funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive nos feriados.

Tão importante quanto esclarecer a questão do anonimato nesse tipo de serviço, para Jadelza, é deixar claro para  as mulheres que a central não tem caráter de denúncia. "Nosso trabalho é o de informar e orientar as vítimas da violência. Num primeiro momento, a ideia é acolher, dizer como as mulheres devem proceder numa situação como essa para obter a assitência, rompendo, assim, como o ciclo da violência.

Como funciona:

As mulheres em situação de violência na Espanha devem ligar para 900 990 055, fazer a opção 3 e, em seguida, informar à atendente (em português) o número 61-3799.0180.

Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 3 e informar o número 61-3799.0180.

Na Itália, as brasileiras podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 3 e, depois, informar o número 61-3799.018. O serviço da Central conta com a parceria do Ministério da Justiça e suporte de embaixadas e consulados. 

A escolha dos países, segundo a coordenadora da central, está relacionado ao grande número de mulheres nas comunidades brasileiras. Além da violência doméstica, são comuns casos de sequestro e tráfico de mulheres nestes países.


Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres

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