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Cidadania e Justiça

Autonomia feminina contribui para reduzir a pobreza

Igualdade de gênero

Equilibrar trabalho, família e vida pessoal é um dos principais desafios das mulheres
por Portal Brasil publicado: 05/04/2012 14h55 última modificação: 28/07/2014 16h22
Exibir carrossel de imagens Falta de autonomia feminina é consequência da má distribuição de poder e de renda

Falta de autonomia feminina é consequência da má distribuição de poder e de renda

A autonomia das mulheres e a igualdade de gênero são reconhecidas como um dos grandes objetivos na Declaração do Milênio, adotada pelos 191 países membros das Nações Unidas para melhorar a vida de todos os habitantes do planeta até 2015. 

Nela é indicada a necessidade de promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher como meios eficazes de combater a pobreza, a fome e as doenças, além de estimular um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.

Mas apenas a três anos do fim do prazo para cumprir a mais importante promessa já feita às populações vulneráveis do mundo, a autonomia da mulher em todos os sentidos e o respeito aos direitos já assegurados ainda estão longe serem atingidos.

Em um amplo e recente estudo, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirma que, no atual nível de desenvolvimento econômico, tecnológico e social, é possível alcançar esses objetivos. Mas, alerta a Cepal, as condições materiais existentes não oferecem uma explicação razoável para a desigualdade, para a morte materna, para a gravidez na adolescência, para o emprego precário ou para a insólita concentração do trabalho doméstico não remunerado na mão das mulheres.

“Muito menos para a violência de gênero”, acrescenta a Cepal no estudo O salto da autonomia. Das margens ao centro, divulgado em novembro de 2011. Esse organismo das Nações Unidas afirma ainda que a desigualdade e, portanto, a falta de autonomia é, principalmente, consequência da injustiça, da má distribuição de poder, de renda e da falta de reconhecimento dos direitos das mulheres por parte das elites políticas e econômicas.

Fontes:

Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM)
Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal)
Declaração do Milênio das Nações Unidas

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