Cidadania e Justiça
Microcrédito estimula atuação de grupos solidários
Produção coletiva
Os grupos solidários têm uma estrutura mais simples que a das cooperativas. Esse tipo de organização é o início de um trabalho coletivo e serve para que os integrantes se conheçam melhor e possam traçar um plano para atingir seus objetivos.
Os grupos normalmente se organizam para atender as demandas mais imediatas dos trabalhadores e desempenham um importante papel estimulador da produção coletiva.
Um exemplo é um grupo de costureiras que mora em um mesmo bairro e se organiza para juntar seus investimentos e comprar equipamentos. Assim, começa a produção coletiva. O grupo constrói uma identidade própria e pode evoluir, ou não, para uma cooperativa.
Se conseguir vender a sua produção para uma prefeitura, por exemplo, precisará se adequar às exigências jurídicas e poderá precisar se tornar uma cooperativa para assinar o contrato de fornecimento. Mas o grupo pode continuar com a mesma estrutura se estiver atendendo às necessidades de seus integrantes.
Os grupos solidários existem tanto na área urbana como no setor rural. As empresas recuperadas – aquelas que tiveram a administração assumida por funcionários após passarem por problemas legais ou financeiros – normalmente começam com a criação de um grupo inicial. Os trabalhadores se organizam para pagar fornecedores, sanar dívidas e buscar crédito.
Com o microcrédito, os grupos solidários foram estimulados para captar linhas de financiamento. Um exemplo é o Crediamigo, Programa de Microcrédito Produtivo Orientado do Banco do Nordeste, que concede créditos rapidamente e sem burocracia a grupos solidários.
O Crediamigo faz parte do Crescer - Programa Nacional de Microcrédito do governo federal e possibilita o acesso ao crédito a empreendedores que não tinham acesso ao sistema financeiro. Os integrantes assumem a responsabilidade conjunta pelo pagamento das parcelas.
“Os grupos solidários são reconhecidos mundialmente e existem em diversos países”, afirma Antônio Haroldo Pinheiro Mendonça, coordenador-geral de Comércio Justo e Solidário do Departamento de Fomento à Economia Solidária da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Fontes:
Ministério do Trabalho
Secretaria Nacional de Economia Solidária
Crediamigo
Crescer - Programa Nacional de Microcrédito
Fórum Brasileiro de Economia Solidária
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