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Cidadania e Justiça

Nélida Piñon

Escritora carioca foi a primeira mulher eleita presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1996. Ela chegou à instituição em 1989
por Portal Brasil publicado: 05/04/2012 11h56 última modificação: 28/07/2014 16h22
Arquivo ABL Nélida Piñon defende a leitura como um estímulo à vida e à cidadania

Nélida Piñon defende a leitura como um estímulo à vida e à cidadania

“O livro é o lar, é a cama, é o amor, é o espírito. O livro é a vida.” É com todo esse entusiasmo que uma das mais importantes escritoras do Brasil, a carioca Nélida Piñon, defende a leitura como um estímulo à vida e à cidadania. 

Ela acredita que a palavra escrita é um instrumento indispensável à sociedade e o que mais consegue colocar o homem em contato consigo mesmo, com seus problemas, dramas e contradições, como ser social, político, cultural e econômico.

Nascida no Rio de Janeiro em 1937, descendente de espanhóis, Nélida formou-se em Jornalismo pela PUC-RJ. Trabalhou em jornais e revistas, escreve contos, resenhas e artigos, mas é como romancista que mais se destaca. Em razão de sua trajetória e talento, Nélida foi a primeira mulher eleita presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1996.

Seu primeiro romance, “Guia Mapa de Gabriel Arcanjo”, escrito em 1961, aborda a relação dos homens com Deus, por meio do pecado e do perdão. Em razão de buscar sempre a renovação formal da linguagem, Nélida foi considerada uma escritora elitista no início de sua carreira. Em “Fundador”, de 1969, a escritora abandona o realismo de criação analógica e conquista o Prêmio Walmap; em “A Casa da Paixão”, de 1972, Nélida trata do desejo e da iniciação sexual e recebe o Prêmio Mário de Andrade. 

Depois vieram, entre outras obras, sua autobiografia, “A República dos Sonhos”, de 1984. Em seguida, uma denúncia política em “A Doce Canção de Caetana”, de 1987. Em suas obras, a escritora integra tradições e raízes culturais da América Latina, combinando diversos estilos que juntam realidade, fantasia e memória.

Em 1989, foi eleita membro da Academia Brasileira de Letras e, sete anos depois, tornou-se a primeira mulher a presidir a ABL, no primeiro ano do centenário da instituição. 

Suas obras são traduzidas e estudadas em muitos países. Para Nélida, ser homenageada é quase uma rotina. A escritora recebeu ao longo da vida mais de 30 prêmios e honrarias nacionais e internacionais, entre eles o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005; o Women Together, da ONU, em 2006; Ordem do Mérito da Mulher, pelo governo do Rio de Janeiro, em 2004; Medalha de Honra ao Mérito Machado de Assis, pela União Brasileira de Escritores, em 2000. 

Foi indicada também pela revista literária quinzenal norte-americana New York Review of Books como a melhor escritora brasileira e foi capa da revista acadêmica americana World Literature Today, considerada um degrau para o Nobel de Literatura. 

A escritora compartilha seu conhecimento em encontros, congressos e seminários no Brasil e no exterior e ministra palestras sobre literatura e cultura. 

Nélida integra também as seguintes instituições:

Academia de Ciências de Lisboa; 

Academia de Filosofia do Brasil; 

Sócia Benemérita da União Brasileira de Escritores; 

Membro de Honra da Sociedade Phi Beta Káppa, dos Estados Unidos; 

Membro do Comitê Técnico da Cátedra Júlio Cortazar, no México e 

Membro Honorário do Pen Club do Brasil

É ainda titulada Doutora Honoris Causa em universidades dos Estados Unidos, França, Espanha, Canadá e Brasil. Nélida diz que a melhor forma de ser “imortal” é viver a plenitude da vida e que as instituições, o país e a arte têm que ser imortais.

Fontes:

Academia Brasileira de Letras
Site oficial de Nélida Piñon
TV Câmara

 

 

 

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