Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2012 > 04 > STF valida "lista suja" do trabalho escravo

Cidadania e Justiça

STF valida "lista suja" do trabalho escravo

por Portal Brasil publicado: 13/04/2012 18h41 última modificação: 28/07/2014 16h22

O Supremo Tribunal Federal extinguiu a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3347, aberta contra a Portaria n° 540/2004, que criou o cadastro conhecido como "lista suja" do trabalho escravo. A lista relaciona empregadores flagrados ao explorar trabalhadores em condição análoga à da escravidão.

A ação, movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi extinta porque hoje a "lista suja" é regulada pela Portaria Interministerial nº 2/2011 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e não mais pela portaria questionada na ADI.

Segundo o secretário-executivo da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), José Guerra, a decisão do STF confirma a legalidade do cadastro de empregadores conhecido como “lista suja”. “Em oito anos de existência, o cadastro tornou-se um dos mais efetivos instrumentos de combate ao trabalho escravo no Brasil”, explica.

A "lista suja" do trabalho escravo foi criada em outubro de 2004 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para combater o trabalho escravo contemporâneo e informar à sociedade o nome dos que foram flagrados explorando escravos. Atualmente a lista contém 293 empresas e pessoas físicas, que foram incluídas após um processo administrativo no MTE com possibilidade de defesa. O nome permanece no cadastro por dois anos, caso não haja reincidência no crime e após o pagamento de todas as multas trabalhistas.

Após ser inserido no cadastro, o infrator fica impedido de obter empréstimos em bancos públicos. Além disso, as empresas signatárias do Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo cortam relações comerciais com empregadores que constam na lista. A iniciativa de divulgar os nomes de quem utilizou trabalho escravo foi elogiada pelo governo americano no relatório de 2010 sobre tráfico de pessoas e pela a relatora especial da Organização das Nações Unidas sobre Formas Contemporâneas de Escravidão, Gulnara Shahinian, durante visita ao Brasil em 2010.

 

Fonte:

Secretaria de Direitos Humanos

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Campanha Maio Amarelo conscientiza motoristas
Campanha Maio Amarelo pretende conscientizar motoristas para a redução de acidentes no trânsito
Governo autoriza ida da Força Nacional ao Maranhão
O governo autorizou o emprego da Força Nacional em apoio aos órgãos estaduais de segurança pública de São Luís (MA)
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Campanha Maio Amarelo pretende conscientizar motoristas para a redução de acidentes no trânsito
Campanha Maio Amarelo conscientiza motoristas
O governo autorizou o emprego da Força Nacional em apoio aos órgãos estaduais de segurança pública de São Luís (MA)
Governo autoriza ida da Força Nacional ao Maranhão
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital