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Cidadania e Justiça

Mais de 12 mil catadores do País são beneficiados com ações de formação e assessoria

por Portal Brasil publicado: 17/09/2012 19h24 última modificação: 28/07/2014 16h19
Divulgação/Agência Brasil Carga horária nas cooperativas, como a Cooperativa de Reciclagem, Trabalho e Produção (Cortrap), no DF, não deverá ser maior que oito horas por dia

Carga horária nas cooperativas, como a Cooperativa de Reciclagem, Trabalho e Produção (Cortrap), no DF, não deverá ser maior que oito horas por dia

Programa Cataforte gera renda para catadores de 20 estados

 

Projeto coordenado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e a Fundação Banco do Brasil tem promovido ações de formação e assessoria técnica para catadores de materiais recicláveis de 20 estados brasileiros.

O Programa Cataforte teve início em 2007 visando o fortalecimento das organizações sociais e produtivas, das suas formas de autogestão e dos empreendimentos econômicos solidários.

Como funciona

O programa contrata, por meio de convênio, entidades estaduais ligadas à reciclagem. Segundo dados da Senaes, 52% destes empreendimentos são constituídos por grupos informais, 28,4% deles apresentam a forma associativa e 16,8% já alcançaram a forma cooperativada. As mulheres representam 59% dos associados ou cooperativados.  

Com o sucesso da primeira edição do programa, a Senaes, em parceria com a Fundação Petrobrás, iniciou no final de 2010 o Projeto Cataforte II, que buscou dar seguimento às ações traduzidas por investimentos na estruturação logística das redes de comercialização, com ênfase na aquisição de veículos para a realização de coleta, transporte e comercialização de materiais recicláveis, além de capacitações em logística para lideranças e para catadores das cooperativas integrantes das redes e assistência técnica para a elaboração de planos de logística executáveis para essas redes.

 Brasil sem Miséria
O programa faz parte do Plano Brasil Sem Miséria. No ano passado o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome investiu mais 39 milhões de reais em ações de desenvolvimento de cooperativas atuantes com resíduos sólidos com a finalidade de inclusão socioeconômica de catadores na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A intenção é investir mais R$ 140 milhões até 2014.

Para o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, a maioria dos catadores  de materiais recicláveis ainda atua de forma individualizada e precarizada.

“Em grande parte, os catadores são pessoas que se encontram em situação de extrema pobreza morando nas ruas e junto aos lixões. Por isso, o governo federal tem reunido esforços, com respostas às necessidades de formação e assessoramento técnico e organizativo, além do atendimento às demandas de acesso a infraestrutura, crédito e de organização da comercialização. O apoio e fomento às organizações de catadores de materiais recicláveis fortalecem o potencial de inclusão social e de sustentabilidade das suas organizações”, afirma.

Os catadores beneficiados atuam em coleta seletiva nos bairros, fazendo catação em ruas das cidades e junto a grandes fornecedores. Parte das cooperativas funciona em galpões que foram doados ou cedidos pelos órgãos públicos ou por outras organizações de apoio. Os galpões de triagem, prensagem e reciclagem variam em termos de tamanho e capacidade.

Já outras cooperativas atuam em ambientes alugados enquanto aguardam a cessão e instalação de seus galpões. O material é triado, selecionado, prensado e encaminhado para comercialização em grande escala. Os principais materiais reciclados são papel e papelão, metais (alumínio, ferro e lata), plástico e isopor. 

Política Nacional
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores estão obrigados a realizar o recolhimento de embalagens usadas. Foram incluídos nesse sistema: agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos. Os fabricantes terão também de colocar no mercado artigos e embalagens recicláveis.

A população terá que armazenar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva. As empresas de limpeza urbana deverão dar prioridade ao trabalho de cooperativas de catadores. A União e os governos estaduais poderão conceder incentivos à indústria de reciclagem, às cooperativas e aos municípios que incentivarem a participação dessas associações.

Leia mais:

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Fonte: 

Brasil Sem Miséria
Portal Brasil

 

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