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Cidadania e Justiça

Moradores de rua recebem atendimento psicossocial em centros especializados

por Portal Brasil publicado: 13/11/2012 19h02 última modificação: 28/07/2014 16h19
Ana Nascimento/MDS David Cavalcante, há 18 anos morando na rua, já vislumbra um futuro melhor depois de frequentar Centro POP de Brasília

David Cavalcante, há 18 anos morando na rua, já vislumbra um futuro melhor depois de frequentar Centro POP de Brasília

Centros POP oferecem atendimento psicológico, banheiro, alimentação e encaminham aos programas do governo federal

 

Brasileiros em situação de rua podem encontrar apoio nos Centros de Referência Especializada em População em Situação de Rua (Centro POP). No país, são 89 unidades em pleno funcionamento e outras 64 em fase de implantação, somando 153 unidades em 117 municípios. A meta é chegar a 250 até 2014.

O aumento na criação de centros é uma das estratégias do governo federal para retirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), há cerca de 300 mil pessoas em situação de rua atualmente no País.

A unidade deve funcionar como um espaço para o convívio em grupo, social e o desenvolvimento de relações de solidariedade, afetividade e respeito. Nos centros, os moradores de rua devem ter vivências para o alcance da autonomia e estímulo à organização, mobilização e participação social.

Os Centros POP são construídos em lugares de fácil acesso e funcionam cinco dias por semanas, oito horas por dia. Cada unidade tem sala de atendimento individualizado, familiar ou em pequenos grupos; salas para atividades coletivas; cozinha, refeitório e lavanderia; banheiros masculinos e femininos com banheiros e adaptados para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de armários individualizados.

O MDS recomenda que cada centro de acolhimento tenha equipe com capacidade de até 80 famílias ou indivíduos. Para isso, é necessário um coordenador, dois assistentes sociais, dois psicólogos, um técnico de nível superior, preferencialmente com formação em Direito, Pedagogia,  Antropologia, Sociologia, Arte-educação, Terapia Ocupacional; quatro profissionais para a realização de oficinas socioeducativas, e dois auxiliares administrativos.

Brasília

Marcos Santos, 33 anos, morador de Brasília, frequenta o Centro POP da capital, inaugurado há três meses. Ele chega às 9h, passa pela recepção, recebe um kit banho (toalha de banho, escova de dente, pasta de dente, desodorante, sabonete e barbeador) e um vale lanche (fruta, suco, e alimentos com carboidrato e proteína).

Depois, passa por acompanhamento individual e escolhe quais atividades deseja fazer durante o dia. “Tomar banho todo dia é bom demais. Eu ficava uma semana sem tomar banho. Passava e as pessoas sentiam medo. Agora, elas pessoas dizem que mudei muito e querem me ajudar.”

Arrumar emprego fixo e ter uma moradia é o projeto de David Cavalcante, 26, que vive em situação de rua há 18 anos e também frequenta o Centro POP de Brasília. Ele já vislumbra um futuro melhor. “Quero ter minha casa, meu emprego, minha esposa e ajudar minha família.”

Resgatar a autoestima dessa população, com a retomada dos seus projetos de vida e sonhos, é uma das propostas do Centro POP, que encaminha as pessoas aos programas do governo federal. “Ao inseri-las nas políticas públicas, além de resgatar direitos que foram violados e retomar projetos, você está viabilizando o acesso à renda, aos serviços públicos e incentivando a capacidade de produção, na relação com o mercado. Isso promove a inclusão social e econômica sustentável”, assinala a secretária nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin.

 

Fonte:

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Brasil Sem Miséria

 

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