Cidadania e Justiça
Programa de transferência de renda aumenta aprovação e permanência na escola
As conquistas do programa Bolsa Família, que comemorou nove anos no último dia 20 de outubro, foram tema do programa semanal Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (1º), que contou com a participação da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
O programa de transferência chega a 13,7 milhões de famílias - cerca de 50 milhões de pessoas beneficiadas - o que representa um em cada quatro brasileiros recebendo o recurso mensal do governo.
“O Bolsa Família atingiu todos os seus objetivos. Estamos conseguindo aliviar a pobreza da população, mas conseguimos muito mais que isso: melhoramos a frequência e o desempenho das crianças do programa em sala de aula, a situação das gestantes, o acompanhamento em saúde das crianças. Essa é a grande vitória, a grande conquista nesses anos”, disse Tereza.
O programa de transferência de renda acompanha de perto a situação das crianças em sala de aula, que precisam comprovar 85% de frequência. Segundo a ministra, os efeitos positivos na educação foram os principais resultados nesses nove anos.
A evasão dos alunos do Bolsa Família é menor quando comparado com a média dos alunos do Censo Escolar de 2010. No ensino fundamental, a taxa de abandono dos beneficiários é de 3%, enquanto no total é de 3,5%. No ensino médio essa diferença é ainda maior - 7,2% dos alunos do programa contra 11,5% dos demais.
A aprovação no ensino médio também é melhor. Enquanto a média brasileira é de 75,1%, para os estudantes que estão incluídos no programa de transferência a taxa é de 80,8%. Segundo explica a ministra, os números para a população pobre são melhores do que pra a população em geral.
Tereza Campello afirma ainda que a educação é estratégica para quebrar o ciclo de pobreza entre as gerações e para que as crianças e jovens tenham um futuro melhor.
Trabalho
A ministra destacou que a população pobre que recebe o Bolsa Família trabalha, inclusive havendo maior geração de emprego nas regiões onde o programa beneficia mais pessoas, desenvolvendo a economia local. Estudos indicam que para cada R$ 1 investido no programa, R$ 1,44 retornam para a economia.
“Provamos que o programa é bom para o País. A família recebe o dinheiro, gasta com alimentação, vestuário, educação, material de limpeza, material de construção para arrumação da casa, gasta com transporte também”, afirma.
Com o balanço, mitos e conceitos negativos também foram quebrados, como o de que a população pobre do Nordeste é preguiçosa e sem qualificação. “O Bolsa Família vem mostrar o contrário disso. A população quer dar melhor oportunidade para os filhos, mantendo os filhos na escola e buscando qualificação profissional.” Além disso, explica Tereza, houve redução nas taxas de natalidade em todo o País, sendo que a região Nordeste apresentou as maiores quedas.
Outro mérito do programa destacado pela ministra é a facilidade com que o recurso chega para a população: o dinheiro sai da conta do governo federal direto para a conta do beneficiário, que aprendeu a planejar e organizar o próprio orçamento.
Fonte:
Brasil sem Miséria
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