Cidadania e Justiça
Economia Solidária receberá investimento de R$ 30,2 milhões
A meta é assinar até o fim de 2013 convênios para o repasse dos recursos aos projetos de 12 entidades
A Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), concluiu o processo de seleção das redes de cooperação formadas por empreendimentos econômicos solidários, iniciado em outubro. Das 41 entidades que apresentaram propostas, 32 foram selecionadas, incluindo, pela primeira vez, projetos que beneficiam jovens trabalhadores. Os recursos totais, que chegam a R$ 30,2 milhões, serão aplicados até 2015. A intenção é integrar empreendimentos da Economia Solidária em todo o País.
“O objetivo é fomentar, no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, atividades produtivas, de prestação de serviços, comercialização e de consumo solidário entre trabalhadores, produtores autônomos e familiares com vistas à promoção do desenvolvimento territorial sustentável e à superação da pobreza extrema”, explica o diretor do Departamento de Fomento à Economia Solidária da Senaes, Manoel Vital de Carvalho Filho.
A meta é assinar, até 28 de dezembro, convênios para o repasse dos recursos aos projetos de 12 entidades. Desse total, nove são voltadas para o desenvolvimento e assessoramento técnico às redes de cooperação solidária. As outras três entidades desenvolvem atividades de apoio a empreendimentos juvenis, com iniciativas voltadas para a organização de arranjos produtivos, comercialização e assessoria a projetos realizados por jovens trabalhadores.
Suporte
Um dos principais propósitos das redes de cooperação é dar o suporte necessário à integração entre os empreendimentos da Economia Solidária, assegurando a eles viabilidade operacional. “A existência de um mercado solidário pressupõe a consolidação de uma escala de oferta de produtos e serviços com periodicidade e diversidade. Se um empreendimento permanecer isolado, ele fatalmente enfrentará dificuldades que poderão comprometer sua sobrevivência”, explica Vital.
A implantação das redes de apoio e de assessoramento à Economia Solidária envolve o fomento às cadeias produtivas e arranjos econômicos territoriais e setoriais. Estão também entre os objetivos a integração dos diferentes espaços organizativos, como por exemplo, produção familiar, associativismo comunitário, centrais de cooperação territorial ou setorial – e o subsídio a processos locais de desenvolvimento de empreendimentos solidários e sustentáveis.
Economia Solidária
A economia solidária vem sendo apresentada como uma alternativa inovadora de geração de trabalho e renda, e uma resposta favorável às demandas de inclusão social no País. Ela compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas de autogestão e redes de cooperação – que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças, trocas, comércio justo e consumo solidário.
Desde sua criação, em 2003, a Senaes elabora mecanismos de formação e educação para o fortalecimento da economia solidária no Brasil. Além da divulgação e da promoção de ações nessa direção, a secretaria realiza chamadas públicas a fim de apoiar os empreendimentos econômicos alternativos.
Fonte:
Brasil Sem Miséria
Portal Brasil
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