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Ações de ressocialização de mulheres privadas de liberdade recebem investimentos
Os recursos são aplicados em programa de capacitação para a população feminina que cumpre pena em regime fechado no Centro-Oeste
Os programas sociais desenvolvidos pela Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), entidade vinculada o Ministério da Integração Nacional, ganharam mais um reforço. Foi anunciada a criação do comitê gestor do Programa Reeducando para Liberdade, que tem como objetivo contribuir para ressocialização e inclusão produtiva de mulheres que estão cumprindo penas com privação de liberdade nos complexos penitenciários da região.
Ao todo, em torno de R$ 790 mil serão investidos na construção de galpões para capacitar em atividades de corte e costura mulheres detentas nos complexos penitenciários de Aparecida de Goiás (GO) e do Gama (GO). Desse total, R$ 585 mil são recursos do governo federal e o restante representa a contrapartida dos governos estaduais.
O objetivo é qualificar as mulheres para atuarem no ramo de confecções de forma que estejam preparadas para voltar ao mercado de trabalho, após o cumprimento das penas de reclusão. Ao mesmo tempo, a capacitação vai ajudar para que essas mães, esposas e filhas, ainda que privadas da liberdade, possam gerar renda para suas famílias. "Nossa intenção é que, mesmo dentro do presídio, elas consigam o mínimo de sobrevivência econômica para suas famílias que estão fora, principalmente para os filhos", explica Marcelo Dourado, diretor-superintendente da Sudeco.
Reinserção de pessoas
Os programas de reinserção dão uma nova chance aos egressos do sistema penitenciário e reduzem o risco de que voltem a praticar delitos. Instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Começar de Novo é um dos principais projetos do Brasil para reintegração de ex-detentos.
Desde sua criação, em 2009, já empregou mais de 2 mil ex-presidiários em empresas públicas e privadas. Os ex-presos têm acesso às vagas por meio dos tribunais locais ou pelo Portal de Oportunidades, ferramenta do site do CNJ. Mais de 300 empresas parceiras cadastradas disponibilizam trabalho para quem já deixou a prisão ou está no regime semi-aberto.
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