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Cidadania e Justiça

Comercialização de frutas, sucos e castanhas vão gerar mais renda em Pernambuco

por Portal Brasil publicado: 03/05/2013 15h59 última modificação: 30/07/2014 00h51
Exibir carrossel de imagens Portal Brasil Os agricultores integrados deverão promover o aproveitamento econômico de seu lote por meio da agricultura irrigada

Os agricultores integrados deverão promover o aproveitamento econômico de seu lote por meio da agricultura irrigada

O projeto Pontal, de Petrolina (PE) aposta em um novo empreendimento: frutas, sucos e castanhas

Produtos como caju, castanhas e sucos tropicais vão fazer parte do projeto Pontal, em Petrolina (PE). Para aumentar a comercialização de produtos típicos e geração de mais empregos, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba

(Codevasf), responsável pelo projeto, acaba de selecionar a empresa agrícola que irá conduzir cerca de 10,7 mil hectares num empreendimento que prevê criar 2,5 mil empregos diretos e integrar agricultores familiares em 25% da área irrigável.

Inicialmente, o projeto Pontal produzirá o caju, fruto habituado ao clima semiárido, com o plantio de 208 a 550 árvores por hectare. Além do caju, a região poderá produzir coco e cacau, entre outras culturas. Na atividade agrícola, a empresa vencedora calcula gerar dois mil novos postos de trabalho no Pontal.

A instalação de duas fábricas para beneficiar os produtos cultivados no perímetro irrigado será responsável pela criação de outros 550 postos de trabalho. Anualmente, uma delas produzirá mais de 15 mil toneladas de castanha de caju, enquanto a outra processará cerca de 180 mil toneladas de frutas tropicais para produzir sucos e concentrados.

A integração com os agricultores familiares busca melhoria de processos, qualidade dos produtos e assiduidade de oferta com preços competitivos. Nesse modelo, o agricultor integrado não paga pelo uso da terra e a empresa responsável pela gestão do perímetro irrigado não pode cobrar um valor superior ao que ela paga a título de Tarifa Variável, que são os custos diretos pagos mensalmente à Codevasf pelo consumo da água e da energia usada para bombeá-la.

Pontal

Com o objetivo de desenvolvimento hidroagrícola da região de Pernambuco, o projeto Pontal foi concebido para o aproveitamento de manchas de solos aptos à agricultura irrigada.

O Pontal é uma oportunidade atrativa para investidores de agronegócio obterem, por meio de uma concessão de longo prazo, o direito de ocupar e desenvolver uma área produtiva com vantajosas condições para a agricultura irrigada, tanto em termos de clima e disponibilidade de água, quanto em termos de já contar com cadeia logística estruturada e consolidada para exportação a mercados internacionais.

O Projeto Público de Irrigação Pontal está localizado no Município de Petrolina, na região semiárida do Estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil (Vale do rio São Francisco). A região de Petrolina atualmente exporta mais de US$ 100 milhões em frutas ao ano, produzidas graças à irrigação. A região possui uma infraestrutura logística já estabelecida para exportação, incluindo portos fluviais e estradas em boas condições, bem como um aeroporto internacional, localizado a aproximadamente 40 km do Projeto Pontal, que já administra aviões de carga que exportam frutas para outros continentes.

O Projeto possui uma área total irrigável de 7.717 hectares e o governo já construiu uma parcela significativa de sua infraestrutura comum de irrigação.

Assistência técnica

A empresa vencedora foi a que apresentou a maior oferta anual para a Tarifa de Serviços de Irrigação por hectare –, será responsável, durante 45 anos, pela gestão dos 10.680 hectares do projeto Pontal, localizado na zona rural do município pernambucano. Da área total, 7.811 hectares são irrigáveis, sendo 25% (1.975 hectares) destinados obrigatoriamente a agricultores familiares.

Os agricultores integrados, entre outras obrigações, deverão promover o aproveitamento econômico de seu lote por meio da agricultura irrigada, produzindo conforme os padrões determinados pela empresa gestora do perímetro e adequados às condições da região. A produção agrícola será vendida à gestora do perímetro, observando os percentuais definidos em contrato.

Já entre as obrigações da empresa gestora estão a assistência técnica aos agricultores irrigados, seguindo a estrutura da Codevasf, para assegurar a qualidade da produção e a renda da cajucultura. Ela também fornecerá o abastecimento de água para o consumo humano nos lotes e manterá o controle para que essa água não seja usada na irrigação.

 

Fonte:

Codevasf

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