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Indígenas do Amazonas recebem assistência para produzir alimentos
Cerca de 300 famílias do estado do Amazonas receberão os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Ater/MDA). Será possível aperfeiçoar conhecimentos em produção de alimentos para segurança alimentar e nutricional e organização da produção para a comercialização. Os serviços serão disponibilizados para agricultores indígenas do Território da Cidadania Rio Negro com investimento total de R$ 1,7 milhão.
Até agosto deste ano, três municípios que fazem parte do Território e pelo menos cinco Terras Indígenas da região, de um total de 12, serão beneficiados com os serviços. Nessa área, mais de 54% da população vive no meio rural. Para facilitar a organização dos trabalhos será estabelecido um técnico para cada 60 famílias.
“Os serviços de Ater indígenas cumprem um papel fundamental, principalmente na capacitação desses povos, no entendimento de como acessar essas políticas. E isso qualifica muito o trabalho deles, tanto de produção como no auxílio à comercialização”, acrescenta o coordenador de ações indígenas do MDA, Luiz Fernando Souza.
O delegado federal do MDA no Amazonas, Arivan Reis, reforça que os agricultores indígenas passam por dificuldades na produção e que os serviços de Ater os ajudarão nesse processo. “A principal fonte de renda deles é o extrativismo. Naquela região, a forma de trabalho das pessoas é muito difícil, muitas vezes até com trabalho escravo. Quando você traz uma iniciativa assim, gera expectativa que esse trabalho, realmente, mude a vida dessas pessoas. Que os ajude, inclusive, na organização”, diz. Segundo Arivan, a piaçava e o peixe ornamental são os itens com que os indígenas mais trabalham.
Ater Indígena
O MDA, por meio da SAF/Dater, apoia projetos de assistência técnica e extensão rural em áreas indígenas que têm como referência o etnodesenvolvimento das comunidades, a promoção da segurança alimentar e o incentivo às atividades produtivas em comunidades indígenas, por intermédio de metodologias específicas que valorizem os elementos culturais, os aspectos ambientais e os alimentos tradicionais.
Essas ações são promovidas em conjunto com as demais áreas do MDA, por meio de parcerias com órgãos governamentais e a sociedade civil. As diretrizes têm como referência a Política Nacional de Ater e as determinações apontadas pela Comissão Nacional de Política Indigenista.
O programa Ater conta com técnicos que dão o suporte necessário para o atendimento adequado às agricultoras familiares e camponesas, além da ajuda necessária para preservar a biodiversidade. O programa já atendeu mais de 51 mil mulheres, entre agricultoras familiares, extrativistas, quilombolas, pescadoras artesanais e indígenas.
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