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Cidadania e Justiça

Encontro debate desafios de mulheres em cargos de direção

Igualdade de gênero

Resultados preliminares de pesquisa indicam a necessidade de transformação da cultura e das práticas nas companhias brasileiras
por Portal Brasil publicado: 25/09/2013 16h37 última modificação: 30/07/2014 00h54

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) discutiu em encontro na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no último dia 16, em São Paulo, os avanços e desafios da presença de mulheres em cargos de alto escalão de companhias brasileiras. O encontro executivos de empresas, representantes do governo federal e acadêmicos da área. 

Foram apresentados resultados preliminares da pesquisa “Participação de mulheres em cargos de alta administração: relações sociais de gênero, direito e governança corporativa”, realizada pelo Grupo de Pesquisas em Direito e Gênero da Escola de Direito de São Paulo da FGV, em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). 

Coordenada pelo Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da FGV, a pesquisa investigou a participação de mulheres em funções de direção e administração de empresas no Brasil. De acordo com os resultados iniciais da investigação, a presença de mulheres nessas funções se manteve estagnada nos últimos dez anos. Foi analisado um total de 73.901 cargos de alta administração de 837 companhias, referentes ao período de 1997 a 2012. Segundo os dados obtidos, as mulheres ocupam apenas 6% nos assentos de conselhos de administração e 7,5% nas diretorias de empresas brasileiras. 

Para a secretária de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres, da SPM, Tatau Godinho, esses resultados dão fundamento às reivindicações das mulheres e ajudam a esclarecer pontos nebulosos. “Muitas vezes, a justificativa dada pela não presença de mulheres em altos cargos de direção as empresas é por não terem capacitação para tanto. Entretanto, essa explicação contrasta com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que mostram, por exemplo, as mulheres tendo, em média, um ano e três meses a mais de estudos do que os homens”, conclui. 

Pró-equidade de Gênero e Raça

Para reverter este quadro de desigualdade, Tatau acredita que é necessário transformar a cultura e as práticas das organizações. Durante o encontro na FGV, a secretária nacional da SPM apresentou o programa Pró-equidade de Gênero e Raça, uma das políticas públicas executadas pelo governo federal para promover a igualdade entre mulheres e homens no ambiente de trabalho.  O programa certifica com o selo “Pró-Equidade de Gênero e Raça” organizações públicas e privadas que adotam práticas promotoras da igualdade de gênero e racial. 

No dia 13 de setembro, Tatau Godinho e Linda Goulart, chefe de gabinete da ministra Eleonora Menicucci, da SPM, apresentaram o Pró-equidade na Fundação Dom Cabral, escola de negócios de Belo Horizonte. “Queremos mostrar que a igualdade de gênero e raça é benéfica para a organização e apresentar os caminhos para torná-la realidade”, afirmou a secretária.  Tatau destaca que o programa está com inscrições abertas até 30 de setembro. Podem participar empresas e instituições privadas e públicas, que possuam, no mínimo, 150 trabalhadoras e trabalhadores.

As inscrições devem ser feitas pelo e-mail proequidade@spm.gov.br

O Pró-equidade de Gênero e Raça é Coordenado pela SPM-PR, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

Fonte:

Secretaria de Políticas para as Mulheres

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