Cidadania e Justiça
Famílias quilombolas terão reforço do Brasil Sem Miséria
Reforma agrária
O Plano Brasil Sem Miséria, do governo federal, vai atender mais 2.900 famílias quilombolas em situação extrema de pobreza nos estados de Alagoas, Pará e Piauí. A intenção é que as comunidades recebam, a partir de novembro, serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), priorizando a soberania e segurança alimentar desses povos. Serão investidos cerca de R$ 7 milhões com as chamadas públicas que vão atender as famílias.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) realizará um curso de orientação para 40 técnicos para que os agentes de Ater estejam aptos a realizar o diagnóstico e o acompanhamento das famílias quilombolas. O curso ocorrerá em Teresina (PI), entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro.
O coordenador-geral de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, explica que essa orientação é fundamental para o sucesso dos trabalhos.
“As comunidades quilombolas se inserem no contexto da agricultura familiar, mas existem especificidades que precisam ser trabalhadas, pra levar em consideração os aspectos históricos, culturais e de organização social, por exemplo. Os agentes de Ater precisam estar devidamente orientados para que, dentro das comunidades, possam estar atentos a esses detalhes", afirma.
Incentivo
Serão atendidas 1,4 mil famílias alagoanas, 500 famílias paraenses e mil famílias quilombolas no Piauí. Cada uma delas receberá atendimento dos agentes de Ater durante dois anos e um incentivo do Programa de Fomento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para implantação de um projeto produtivo.
"Essa ação busca, efetivamente, estar ligada ao processo de soberania e segurança alimentar dessas comunidades, com o aumento da produção, visando tanto o autoconsumo como a comercialização do excedente", completa Edmilton.
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