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Cidadania e Justiça

Plano “Juventude Viva” disponibiliza mais de R$ 90 milhões para DF e entorno

Combate à violência

Recurso será usado para governo implantar ações de enfrentamento a violência contra jovens negros
por Portal Brasil publicado: 06/09/2013 16h20 última modificação: 30/07/2014 00h54

O Distrito Federal e o Entorno receberão R$ 90,3 milhões do governo federal para desenvolve ações que reduzam os riscos sociais para jovens negros entre 15 e 29 anos. O recurso é do Plano “Juventude Viva”, lançado oficialmente, nesta terça-feira (5).

Depois de Alagoas e Paraíba, o Distrito Federal é a terceira unidade da Federação a implementar o Juventude Viva. O diferencial é a integração com os municípios do entorno (Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas de Goiás, Formosa, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso).

O Plano foi apresentado pela secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, que falou das principais ações, envolvendo os diversos Ministérios, lembrando que para conquistar seus objetivos o Juventude Viva depende da sinergia entre os governos federal, estaduais e municipais.

De acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF), agora será criado um comitê gestor para definir as ações que serão desenvolvidas, mas conforme adiantou o secretário de Promoção da Igualdade Racial do DF, Viridiano Custódio, serão criados centros para atendimento dos jovens nas cidades satélites.  

Um mapeamento apontou Itapoã, Estrutural, Ceilândia e Samambaia como os locais com maiores índices de mortalidade de jovens negros do Distrito Federal. "Focaremos em políticas públicas de educação, saúde e cultura nas regiões com maior índice de criminalidade", acrescentou Custódio.

Números 

Segundo o "Mapa da Violência 2012", o DF é a quinta unidade da Federação com maior taxa de morte entre jovens negros (103,8 para cada grupo de 100 mil habitantes). Em números gerais, o banco de dados do Serviço Único de Saúde (SUS) mostra que, em 2010, foram registradas 880 mortes violentas no Distrito Federal, das quais 57,84% foram homicídios de jovens, com 88,41% das vitimas negras e 82,7% do sexo masculino.

Em municípios da região metropolitana, como Novo Gama e Águas Lindas de Goiás, 100% das vítimas de homicídios entre 15 e 29 anos eram negros. "Estamos juntos para trazer para a  nossa juventude a inclusão social", reforçou a professora Lucimar, prefeita de Valparaíso.

Segundo a Secretaria Nacional de Juventude, o Plano deve chegar ainda este ano a São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pará.  A iniciativa tem como foco os 132 municípios brasileiros com os maiores índices de mortalidade dessa parcela da população.

Juventude Viva

A implementação do Juventude Viva é feita em conjunto com os estados, municípios, a sociedade civil, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, entre outros parceiros. O Plano foi construído por meio de um processo participativo, com o envolvimento dos movimentos juvenis, do movimento negro, de representantes do hip hop, de especialistas em segurança pública e por meio de diálogos com atores governamentais, nas três esferas de governo.

Ele reúne ações de prevenção que visam reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia; da oferta de equipamentos e do aprimoramento da atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e da sensibilização de agentes públicos para o problema.  

Fonte:
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social

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