Cidadania e Justiça
Brasil é elogiado por combate às desigualdades
Transferência de renda
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou estudo sobre a economia brasileira, nessa terça-feira (22), em que afirma que o Brasil tem realizado progressos “admiráveis” na redução da pobreza e da desigualdade. Segundo a entidade, a redução da pobreza se deve não só a um forte crescimento econômico, mas também às políticas sociais eficientes, como o programa Bolsa Família.
“Com base num registro único bastante completo de famílias pobres e de suas condições de vida, o Bolsa Família tem demonstrado ser um possante e bem direcionado instrumento com vista à redução da pobreza, sem praticamente nenhum vazamento”, destacou o documento.
A entidade também reconheceu os avanços na política social brasileira desde o último estudo, há dois anos. O documento mostra que houve aumento de 791 mil famílias atendidas pelo programa de transferência de renda entre junho de 2011, época do lançamento Plano Brasil Sem Miséria, e novembro de 2012. E os níveis médios de benefícios tiveram um acréscimo de 49% entre dezembro de 2010 e dezembro de 2012.
Recomendações
A OCDE recomendou a manutenção do ritmo da redução da pobreza e da desigualdade no país, reforçando a importância do incremento de recursos para o Bolsa Família e outros programas no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, além do aumento do nível de benefícios proporcionados pelo Bolsa Família.
Desde o ano passado, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) reforçou o Bolsa Família, com a criação de um benefício complementar que garante que todos os brasileiros que estão no Cadastro Único tenham renda mensal superior a R$ 70, saindo da extrema pobreza. E, por meio da ação de busca ativa, já foram incluídas mais 120 mil famílias no programa, entre dezembro de 2012 e junho passado.
Os programas sociais complementares também poderão, na opinião da entidade, melhorar as perspectivas, para que os beneficiários do Bolsa Família possam encontrar outras fontes de rendimentos e deixar o programa. Para a OCDE, é preciso também expandir a instrução da primeira infância, construir um maior número de escolas para assegurar um ensino com jornada escolar completa em todo o país e expandir o ensino profissional.
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