Cidadania e Justiça
Em nota, Conselho critica recepção a médicos cubanos
Combate ao racismo
O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) emitiu duas notas de repúdio nesta sexta-feira (4) contra a recepção recebida por profissionais cubanos do programa Mais Médicos em Fortaleza (CE). Na ocasião, médicos e outros profissionais de saúde cearenses dirigiram ofensas aos participantes do programa, consideradas “racistas, xenófobas” e criminosas pelo CNDM.
Leia a íntegra das duas notas abaixo:
Nota de repúdio do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher à discriminação contra médicos estrangeiros
Nós, integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), manifestamos nossa indignação e repúdio às manifestações racistas, xenófobas e colonialistas dirigidas a alguns médicos participantes do programa ‘Mais Médicos’, quando de sua chegada ao Brasil.
Tão infeliz e criminoso quanto o racismo expresso, foi o comentário usado para depreciar as médicas cubanas, comparando-as, com intenção pejorativa, às trabalhadoras domésticas, categoria pela qual o CNDM sempre manifestou total respeito e admiração.
Em nota, o Conselho reiterou apoio ao plano do governo federal de importar especialistas em atenção básica para atender municípios carentes e que não atraíram o interesse de médicos brasileiros inscritos no Mais Médicos.
Moção de apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher ao ‘Mais Médicos
Considerando a grave situação do atendimento à saúde em todas as regiões brasileiras, em especial Norte e Nordeste, e nas grandes cidades, particularmente na periferia, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) manifesta seu apoio ao programa ‘Mais Médicos’, como medida emergencial para suprir a falta desses profissionais.
Sabemos que uma política democrática de acolhimento e atendimento de saúde à população, em especial às mulheres, precisa do fortalecimento do SUS em todos os seus aspectos para que seja sem fronteiras, sem cor, sem discriminação de gênero, de orientação sexual ou de classe social.
Sabemos também que precisamos de uma formação de profissionais da saúde voltada para a atenção básica.
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