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Cidadania e Justiça

Pães para merenda ampliam renda de assentadas no RS

Reforma agrária

Famílias montam mini-agroindústria de panificação e vendem produção através do Programa Nacional de Alimentação Escolar
por Portal Brasil publicado: 18/10/2013 17h25 última modificação: 30/07/2014 01h04

Aproveitar matéria-prima do lote ou dos vizinhos e agregar renda à produção da família tem sido uma atividade alternativa realizada por algumas famílias nos assentamentos de reforma agrária em Bom Recreio, Passo Fundo (RS). Esse papel é cumprido por mini-agroindústrias de panificação de duas famílias do assentamento que produzem, em suas casas, pães, bolachas e bolos destinados à merenda escolar.

Lucilene Guth aproveita o trigo, cultivado em quatro hectares, o milho (1ha), o leite e a manteiga produzidos no próprio lote para os 50 kg de bolachas que prepara todos os finais de semana – e que são entregues às escolas do município através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “É uma renda a mais”, garante a agricultora, há onze anos no assentamento.

Já Lourdes Vaz, também assentada, conta com a ajuda da nora no trabalho na mini-agroindústria, em funcionamento há dois anos, e que passa por uma ampliação no momento. Além dos pães, bolachas e bolos já preparados, a ideia é também fazer massas caseiras. A produção fica em torno de 100 kg por semana, dependendo da demanda – além de feiras, a agricultora também comercializa através do PNAE, por meio de uma associação que reúne quatro agroindústrias da região e que participa das chamadas públicas.

Quando o trabalho é muito, chama os vizinhos para ajudar. Deles também vêm boa parte da matéria-prima – nos 13 ha do lote de Lourdes, a principal produção é o leite. Mesmo tendo que comprar ingredientes, para ela, a panificação vale a pena: “não precisa de muito espaço, e a renda é boa”, argumenta.

Capacitação

Iniciativas como estas são estimuladas pelo escritório municipal da Emater – contratado pelo Incra para prestar assistência técnica ao assentamento. Nesta segunda-feira (14), as duas assentadas participaram de um curso sobre farináceos ministrado por pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Trigo (Embrapa Trigo), abordando aspectos gerais e boas práticas de produção. Lucilene gostou da experiência porque aprendeu mais sobre as diferentes farinhas e sua adequação para diversos produtos. Lourdes destaca o planejamento das compras necessárias à produção, incluindo equipamentos e utensílios, algo que vai entrar em sua rotina.

Fonte:

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

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