Cidadania e Justiça
Incra cria três assentamentos em Rondônia
Reforma agrária
O Incra atingiu seu objetivo de transformar a área da fazenda Santa Elina, palco do Massacre de Corumbiara em 1995, em projetos de assentamento para os trabalhadores rurais sem terra. Com a criação de três assentamentos no local, na sexta-feira (25), destinado a 253 famílias, o órgão completou os seis assentamentos para 693 famílias, entre elas as vítimas do conflito. Os novos assentamentos são: Maranatá II, Alzira Augusto Monteiro e Alderico Carvalho. No imóvel da fazenda haviam sido criados os Projetos de Assentamento (PA) Maranatá, Zé Bentão e Renato Natan, a partir de 2012.
Em um evento no ginásio de esportes do município, com milhares de agricultores e autoridades dos governos federal, estadual e municipal, foi anunciada a criação dos assentamentos, construção de estradas e demarcação de terras em parceria com governo e prefeituras, assistência técnica, além da entrega de títulos da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, assinatura de contratos do Pronaf e do programa Minha Casa Minha Vida Rural.
O presidente do Incra, Carlos Guedes, assinalou o empenho do órgão em solucionar as questões ligadas à Corumbiara encerrando com aquele ato um difícil período de conflitos e afirmou que este é um novo tempo para os assentamentos da reforma agrária, já que o governo federal está empenhado em promover o desenvolvimento dessas áreas, tornando-as locais com qualidade de vida e produção compatíveis com as necessidades reais das famílias que neles habitam.
A parceria com o governo do estado e com as prefeituras teve destaque no evento. O governador Confúcio Moura disse que esse era um sonho antigo. “Sempre acreditei em uma reforma agrária descentralizada. O governo e os prefeitos conhecem bem a realidade local e essa nova competência de fazer serviço com o Incra é muito importante para os resultados”, avaliou.
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