Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2013 > 11 > Seminário aborda a autonomia feminina na crise econômica

Cidadania e Justiça

Seminário aborda a autonomia feminina na crise econômica

Paridade de gênero

Economistas apresentam dados e análises da participação feminina no mercado de trabalho brasileiro
por Portal Brasil publicado: 07/11/2013 15h55 última modificação: 30/07/2014 01h13

O seminário “Desafios da autonomia econômica das mulheres na contemporaneidade”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), foi realizado durante os dias 4 e 5 de novembro.

Na terça-feira (05), Patrícia Toledo Pelatieri, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012, algumas características da inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Do total de cargos ocupados, as mulheres correspondem a 42,4%, cerca de 40 milhões de trabalhadoras. Deste quantitativo, 60,2% estão no setor de serviços; 17,4% no comércio; 9,8% na agricultura e 0,6% na construção civil. 

Ao tratar da autonomia das mulheres no contexto da crise econômica, Patrícia explicou que elas sofrem mais diretamente os impactos da crise do que os homens. “Com a retração da produção, há demissões. E as mulheres estão inseridas em setores mais vulneráveis aos efeitos da crise, como o setor de serviços e comércio”, avalia.

Para a economista, ampliar a inserção das mulheres nos setores mais estruturados do mercado de trabalho é um dos desafios para a autonomia econômica das mulheres. 

População idosa

Devido à transformação na pirâmide etária da população brasileira, Patrícia chamou a atenção para a situação das mulheres idosas. “A população idosa tem crescido e, nesta faixa etária, as mulheres são maioria. São mulheres idosas, vindas de uma estrutura produtiva de baixa remuneração”, pontuou.

Segundo ela, a maior parte das mulheres se aposenta por idade e apenas com um salário mínimo. “Políticas direcionadas para garantir a autonomia econômica desta população também é um desafio”, arrematou. 

Desigualdade de Rendimentos

A economista Marilane Teixeira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), resgatou números do crescimento do país entre os anos de 2003 e 2004, que se manteve até 2008. “Entre 2003 e 2004, o Brasil cresceu 4% ao ano. Do ponto de vista do mercado de trabalho, o número de carteiras assinadas aumentou, assim como o valor dos rendimentos, tanto para homens como para mulheres”, afirmou. 

No entanto, a economista frisou que, apesar do crescimento, não houve redução na diferença salarial entre homens e mulheres. “A economia cresceu, mas não foi capaz de reduzir as desigualdades salariais entre trabalhadoras e trabalhadores”.

Para a economista, não será o mercado de trabalho que irá produzir mudanças nesse sentido. “É fundamental implementar políticas públicas para atenuar estas desigualdades”, salientou.

Em 2012, com base nos dados da PNAD, Marilane assinala que 66% das mulheres ganham cerca de dois salários mínimos. “Há uma concentração de mulheres em uma estrutura de baixos salários”, afirmou.

Evento

O seminário “Desafios da autonomia econômica das mulheres na contemporaneidade” aconteceu nos dias 4 e 5 de novembro e reuniu gestoras, pesquisadoras, representantes de centrais sindicais e de comitês de gênero de empresas participantes do Pró-equidade de Gênero e Raça, programa articulado pela SPM. A economista e assessora especial da SPM, Hildete Pereira, foi responsável pela mediação do debate.

Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate discriminação contra LGBT
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência debate discriminação contra LGBT
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital