Cidadania e Justiça
Feira agroecológica garante renda extra para assentados
Produção
A Feira Agroecológica da Reforma Agrária, promovida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), com apoio da Superintendência Regional do Incra na Paraíba e da prefeitura de João Pessoa, vem garantido renda extra de aproximadamente R$ 500, em cada edição, no orçamento das famílias participantes.
A primeira edição de 2014 contou com a presença de 30 famílias de oito assentamentos da reforma agrária e de dois acampamentos situados no Agreste, no Vale do Mamanguape e no Litoral Sul da Paraíba.
Para o assentado Ivanilson Xavier da Silva, do assentamento Boa Esperança, em Jacaraú, as feiras são importantes para manter uma grande produção de alimentos nos assentamentos. "Participar das feiras nos estimula a produzir e vender cada vez mais. Nunca deixamos de trabalhar porque a demanda é grande, além de garantirmos um complemento no orçamento para investir na família e na casa", disse.
Vendas
Na primeira feira do ano, foram vendidas cerca de dez toneladas de alimentos sem agrotóxicos. Entre os produtos estão feijão, milho verde, tomate, pimentão, batata-doce, coentro, alface, cenoura, repolho, macaxeira, inhame, mamão, manga, além de mel, ovos, sucos e peças de artesanato.
A próxima edição será na primeira terça-feira (04) de fevereiro, das 14h ás 19h, com participação dos assentamentos Novo Salvador (Jacaraú), Jardim (Curral de Cima), Boa Esperança (Jacaraú), Dona Helena (Cruz do Espírito Santo), Vida Nova (Sapé), Capim de Cheiro (Caaporã), Dona Antônia (Conde) e Apasa (Pitimbu); além dos acampamentos Marinas do Abiaí (Pitimbu) e Ponta de Gramame (João Pessoa).
Valorização
Maria Tereza de Jesus e o marido, Luís Marques de Melo, do assentamento Novo Salvador, cultivam milho, feijão, fava, batata e jerimum. Além disso, o casal mantém uma produção de bolos caseiros.
O casal, que participou pela primeira vez da feira, já vê de que forma a feira influenciará positivamente em suas vidas. Para Maria Tereza, a feira valorizará o trabalho dela e do marido. "A oportunidade de estar aqui hoje aumenta a nossa autoestima. Nós, que normalmente não somos reconhecidos pelo nosso trabalho, conseguimos isso aqui e o dinheiro que ganhamos com a venda dos nossos produtos complementa a renda familiar muito bem", afirma.
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