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Cidadania e Justiça

Agricultura familiar ajuda a reduzir a desigualdade no Brasil

Cidadania no campo

Entre 2003 e 2009, um total de 3,7 milhões de pessoas que vivem no campo ascenderam à classe C
por Portal Brasil publicado: 14/02/2014 11h42 última modificação: 30/07/2014 01h25

O Comitê Brasileiro para o Ano Internacional da Agricultura Familiar será lançado no País no próximo dia 18 de fevereiro e ajudará a difundir o tema no âmbito internacional. 

Os avanços do campo e da agricultura familiar são reconhecidos internacionalmente e, por isso, 2014 é considerado o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Essa evolução pode, também, ser retratada na redução da miséria no Brasil e ascensão da população do campo à classe C. 

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, a redução da pobreza extrema está diretamente ligada às políticas públicas de desenvolvimento rural direcionadas para a agricultura familiar. “Milhões de pessoas saíram da pobreza extrema. Sem o Bolsa Família já teríamos uma redução de 36% da extrema pobreza no Brasil. Ao acrescentar o programa esse número sobe para 89%”, destaca o ministro.

 A população do campo evoluiu economicamente nos últimos anos. Entre 2003 e 2009, o total de 3,7 milhões de pessoas que vivem no campo ascenderam à classe C. A renda do produtor, no período, teve crescimento real de 52%. Já a produção familiar, que ocupa 74% da mão de obra no campo e representa cerca de 12 milhões de pessoas, atingiu 33% do PIB agropecuário do País.

 Políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e medidas apresentadas a cada ano, dentro do Plano Safra da Agricultura Familiar, são grandes responsáveis na evolução do campo.

 Desenvolvimento

Um exemplo de desenvolvimento da agricultura familiar é a Cooperativa Agroecológica da Agricultura Familiar do Caminho de Assis (Cooperfam), localizada no município de Maranguape, região metropolitana de Fortaleza (CE).  A cooperativa é considerada um sucesso de venda, com mais de R$ 1 milhão em contratos em hortifruti, e exemplo de organização cujo crescimento se deu motivado pelo Pnae.

 Airton Aloisio Kern, 48 anos, presidente e um dos fundadores do empreendimento, reconhece o importante papel das políticas públicas para o segmento. “Em 2010, quando começamos a cooperativa, tivemos uma grande alavancada. Melhorou a autoestima dos agricultores. Havia pessoal que não tinha onde comercializar seu produto e as famílias passaram a cuidar mais de suas propriedades”, afirma.

 De acordo com Aloísio, a Cooperfarm foi o terceiro empreendimento da agricultura familiar a tirar a Declaração de Aptidão ao Pronaf no Ceará. Na época, ele conta que começaram a comercializar mel de abelha, hortifruti e polpa de fruta para a prefeitura do município. “Já começamos com R$ 160 mil e, em seguida, passamos a fornecer para 43 escolas estaduais”, diz.

 Para o agricultor, 2011 foi o ano que melhor demonstra a evolução da cooperativa. “Nós conseguimos fechar com a prefeitura de Fortaleza e algumas escolas estaduais. Depois, conseguimos ampliar a fábrica de polpa. Fizemos duas reformas no prédio e compramos uma câmara fria. Tudo com recurso nosso, da cooperativa”, conta.

Programa de Aquisição de Alimentos

A Cooperfam, que começou com 26 cooperados, tem, hoje, 250, todos agricultores familiares, e também comercializa seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos, feiras e mercados. No final de 2013, iniciaram o Ater Mais Gestão, outro programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tem como objetivo fortalecer a área administrativa das cooperativas da agricultura familiar de todo o Brasil por meio de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

 Para Aloísio, os avanços na agricultura familiar demonstram a atenção que o governo federal passou a dar à categoria. “Não tem nem como comparar a nossa situação de hoje com antigamente. As políticas valorizaram a agricultura familiar. Temos mais acesso a coisas que, antes, eram muito burocráticas, temos renda, temos como nos manter e consumir”, ressalta.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

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