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Cidadania e Justiça

Secretaria de Direitos Humanos divulga nota sobre camisetas com alusão a turismo sexual

Nota de Repúdio

Ministra Eleonora Menicucci afirma que atitude “é inadmissível”; Maria do Rosário fala que "nosso País não é destino de quem busca exploração sexual"
por Portal Brasil publicado: 25/02/2014 18h08 última modificação: 30/07/2014 01h25

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vem a público repudiar qualquer iniciativa que vincule a imagem do nosso País a conteúdos de apelo sexual, como o ocorrido no episódio no qual a empresa Adidas anunciou a confecção de camisetas com ilustrações de cunho sexual associado às cores e aos símbolos do Brasil. Qualquer estímulo nesse sentido significa associar-se a criminosa prática do turismo sexual, que se constitui em uma grave violação de Direitos Humanos combatida permanentemente pelo País.

O governo federal trabalha com determinação, por meio da Agenda de Convergência, para combater quaisquer tipos de violência contra crianças e adolescentes, com especial atenção às questões de exploração e abuso sexual. Esse esforço está sendo dirigido aos grandes eventos e festas regionais, como a Copa do Mundo e o Carnaval, articulando as diferentes esferas de governo e a sociedade civil.

O período da Copa do Mundo será uma oportunidade para recebermos turistas dos mais diferentes países, reforçando os laços de amizade e cooperação. Porém, também estaremos prontos para combater energicamente quaisquer situações que envolvam exploração sexual.

O Disque Direitos Humanos – Disque 100 – recebe e encaminha denúncias de violações de Direitos Humanos contra crianças e adolescentes, enquanto o Ligue 180, da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), registra violações de direitos das mulheres. Os dois serviços se constituem em importantes instrumentos para proteção desses públicos.

Neste sentido, esperamos que a empresa em questão reformule a identidade visual desses produtos e que este episódio sirva como referência para evitar outras situações semelhantes, oriundas de quaisquer outras empresas, grupos econômicos, pessoas ou entidades.

Veja nota de Maria do Rosário, ministra da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, através de seu twitter:

“O Carnaval e a Copa do Mundo serão oportunidades para recebermos turistas de todo o mundo, reforçando os laços de amizade e cooperação. Porém, também estaremos prontos para combater energicamente quaisquer situações que envolvam exploração sexual.

Acabamos de receber ligação da gerência de relações governamentais da Adidas informando sobre a retirada de comercialização das camisetas. Muito importante que a rápida reação do governo e da sociedade em repudiar as peças com apelo sexual tenha surtido efeito. Esperamos que esse episódio sirva de exemplo do respeito que o Brasil merece em todo mundo. A violência sexual não nos representa!

A Embratur com sua firmeza por uma imagem respeitosa do Brasil promove o turismo como tem que ser: cultura e integração, jamais exploração sexual. O governo federal está atento junto com todo o Brasil. Nosso País não é destino de quem busca exploração sexual. Disque 100!”

Nota da Ministra Eleonora Menicucci:

"É inadmissível que uma multinacional de produtos esportivos como a Adidas, conforme reportado pela imprensa, venda camisetas com imagens e frases que ligam o Brasil ao turismo sexual.

 Constitui-se não só em ofensa ao País, às brasileiras e aos brasileiros especificamente, como também em crime contra toda a Humanidade. Joga a esta e em especial as mulheres num estágio de barbárie, por meio da predação sexual que estimula e propaga. Desrespeita e agride o nosso país ao repor um imaginário que tanto lutamos para sepultar definitivamente.

 Isso choca tanto mais por se dirigir a um país que  elegeu justamente uma mulher como sua autoridade máxima –e que sinalizou um avanço no grau de respeito às mulheres e tolerância zero com qualquer forma de violência contra as mulheres.

 É imperativo, assim, que a empresa se retrate publicamente de sua atitude irresponsável e cesse imediatamente a distribuição de tais produtos, e, numa época em que se valoriza crescentemente a responsabilidade social das corporações, proponha alguma medida concreta de reparo pela ofensa cometida.

 O Governo Federal, por meio da SPM, repudia  veementemente tais mensagens e reafirma seu compromisso com o respeito aos direitos humanos das mulheres, espelhado na Lei Maria da Penha e na implantação do Programa Mulher, Viver sem Violência."

Fonte:
Portal Brasil

Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República

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Assunto(s): Turismo, Direitos humanos

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