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Indígena auxilia servidores no atendimento em agência da Previdência Social

INSS

Estagiária tikuna atua como intérprete no atendimento dos trabalhadores rurais em Tabatinga, no Amazonas
por Portal Brasil publicado: 17/04/2014 09h26 última modificação: 30/07/2014 01h27

A indígena Angelina Moçambite Manoel, 18 anos, pertencente à etnia Tikuna, na condição de estagiária de nível médio, tem auxiliado os servidores da Agência da Previdência Social (APS) Tabatinga (AM) no atendimento aos indígenas que procuram a unidade, atuando como intérprete. 

Em Tabatinga, município localizado na fronteira com a Colômbia, a 1.200 quilômetros de Manaus, aproximadamente 90% dos trabalhadores rurais que se dirigem à Agência da Previdência Social em busca de benefícios previdenciários são indígenas das etnias Tikuna, Kokama e Kaixana.

Esses segurados especiais não falam português, somente o dialeto de suas respectivas tribos – fato que dificultava o diálogo com servidores da Previdência Social que dependiam da presença de um servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) para atuar como intérprete.

Com o apoio da Funai, servidores do INSS estiveram na Escola Estadual Indígena Almirante Tamandaré, localizada na Comunidade Indígena Umariaçu II e solicitaram ao diretor a indicação de candidatos ao estágio na Agência da Previdência Social.

Como nem sempre era possível contar com o representante da Funai na ocasião do atendimento, os servidores buscaram como alternativa contratar um estagiário de nível médio indígena, para fazer a tradução dos diálogos entre servidores e índios.

A selecionada foi a jovem Angelina, pertencente à etnia Tikuna, que atualmente cursa o 2º ano do ensino médio, fala bem o português e o dialeto Tikuna, além de ter curso avançado de informática.

Desde quarta-feira (16), a dificuldade de comunicação entre servidores e indígenas foi totalmente superada, uma vez que além das atribuições relativas ao seu estágio, Angelina ajuda na importante tarefa de intermediar os diálogos com os indígenas.

Segundo relato da perita médica, Therezinha Cardoso, “o auxílio de um intérprete facilita o entendimento das queixas clínicas dos indígenas, por ocasião do exame pericial, permitindo assim o reconhecimento do direito ao benefício”.

Angelina disse estar feliz, principalmente, porque traduzindo as conversas pode ajudar o seu povo a comprovar a condição de indígena e segurados especiais da Previdência Social.

Fonte:

Previdência Social

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Assunto(s): Povos indígenas

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