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Cidadania e Justiça

Maceió (AL) realiza 2ª etapa de Encontro de Capoeira

Inclusão social

Com apoio do Juventude Viva e do Estado, Federação de Capoeira de Alagoas realiza evento que tem como tema “A Capoeira como Promotora da Diminuição da Violência”
publicado: 11/04/2014 16h02 última modificação: 30/07/2014 01h26
Marcello Casal Jr/ABr Ação tem como objetivo conscientizar jovens para prática da capoeira como esporte e oportunidade de desenvolvimento

Ação tem como objetivo conscientizar jovens para prática da capoeira como esporte e oportunidade de desenvolvimento

Com apoio do Comitê Gestor do Plano Juventude Viva de Maceió (AL) e do Estado, a Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (Feceal) realiza, neste sábado (12), a segunda etapa do 2º Encontro de Juventude de Capoeira, com o tema “A Capoeira como Promotora da Diminuição da Violência”.

O evento será realizado na Escola de Ensino Fundamental Zumbi dos Palmares, no bairro do Clima Bom, que é um dos territórios contemplados pelo Plano Juventude Viva. A ação tem como objetivo conscientizar jovens para a prática da capoeira como esporte e oportunidade de desenvolvimento e inclusão social e integrar a juventude com as ações do Plano.

Nesta etapa, serão discutidos aspectos técnicos e fundamentais da capoeira com os temas: A profissionalização da Capoeira – Os caminhos para a profissionalização do educador de capoeira e Orientações técnicas e práticas da Confederação Brasileira de Capoeira (CBC) para o campeonato.

Serão realizadas ainda as oficinas simultâneas: Formação de Líderes e Saúde – DSTs/Aids e Prevenção ao Uso de Drogas, e Gravidez na Adolescência (Secretarias de Saúde – SMS/SESAU). A primeira etapa foi realizada no mês de março com a abertura oficialno Benedito Bentes. Na ocasião, o promotor de justiça Flávio Gomes, apresentou a palestra sobre Políticas Públicas.

 “A juventude da capoeira é indispensável na articulação e construção das políticas para jovens negros. A Prefeitura de Maceió tem compromisso com a nossa juventude e o papel do Comitê Municipal é incentivar a sua participação e integração, possibilitando a realização de projetos dessa natureza com estrutura, logística, além da participação dos técnicos de diversos órgãos”, esclareceu a secretária executiva do Gabinete do Prefeito e presidente do Comitê Juventude Viva de Maceió (AL), Adriana Toledo.

“Esse é um projeto muito importante para Feceal”, afirmou o presidente da Federação, Carlos Pereira, que destacou a importância do Plano e das parcerias feitas para tirar os jovens negros de situações de risco.  “É um evento dirigido ao público jovem da capoeira e aos jovens em áreas de vulnerabilidade social,  que praticam e entendem a capoeira como uma oportunidade de inclusão social, incentivando a cultura de paz nos quatro territórios do Juventude Viva”, finalizou.

Juventude Viva

Desenvolvido por meio de um processo participativo, o Juventude Viva reúne ações de prevenção que visam a reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia e da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio.

O Plano articula programas e ações dos governos Federal, Estaduais e Municipais destinados ao público juvenil dos territórios mais afetados pelos altos índices de homicídios, em função de sua maior vulnerabilidade. Essas ações visam a criação de oportunidades de inclusão social e autonomia para os jovens, a transformação dos territórios por meio do fortalecimento da presença do Estado com serviços públicos e o aperfeiçoamento da atuação institucional, a partir do enfrentamento ao racismo nas instituições. Por isso, o pacto entre as esferas governamentais e a sociedade civil, bem como a parceria com Judiciário, Ministério Público e Defensorias são fundamentais para a promoção dos direitos da juventude.

Lançado em setembro de 2012 em Alagoas, a capital do estado, Maceió, foi escolhida para a 1ª Fase de Implementação por ocupar a 2ª colocação entre os 132 que concentram mais de 70% dos homicídios registrados no País. Maceió também foi a primeira cidade a abrigar o Programa Brasil Mais Seguro, do Ministério da Justiça, que vem apresentando resultados importantes na redução dos índices de violência.

O programa deu visibilidade à grave violência que atinge os jovens alagoanos, aproximando gestores públicos para uma atuação conjunta nos territórios mais vulneráveis. 

Depois de Alagoas, o Juventude Viva foi estendido, nos meses de agosto e setembro de 2013, ao estado da Paraíba e ao Distrito Federal e Entorno. Em outubro de 2013, o Plano recebeu a adesão de São Paulo, e em dezembro, foi a vez da Bahia. 

Mapa da violência

Dados do Ministério da Saúde revelam que mais da metade dos homicídios no Brasil (53%) atinge pessoas jovens, sendo que mais de 75% são jovens negros, de baixa escolaridade, a grande maioria homens (91%) e na faixa etária de 15 e 29 anos.

O Mapa da Violência divulgado em 2011 mostrou o impacto disso na expectativa de vida da juventude, especialmente a juventude negra. Os índices de vitimização da população negra, em número absoluto de homicídios, superam com larga margem os da população branca. De 2002 a 2008, cresceu o número de vítimas negras em 20,2% (de 26.915 para 32.349). Desconsiderar o papel das estigmatizações do racismo na determinação dessa realidade desumana não tem contribuído, ao longo de décadas, para sua superação.

A distribuição dos homicídios é caracterizada pela sua extrema concentração entre jovens, do sexo masculino, com baixa escolaridade e renda, negros e moradores de favelas e periferias dos centros urbanos. Tomando a variável cor/raça por faixas etárias, verifica-se a grande concentração de mortes violentas intencionais entre jovens pretos e pardos.

O Mapa revela ainda que há uma tendência de regionalização desses homicídios. No Nordeste, a proporção de vítimas negras é até 12 vezes maior do que a de vítimas brancas.

Acesse o estudo completo do Mapa da Violência de 2013. 

Fonte:
Secretaria  de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Juventude Viva

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