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Cidadania e Justiça

Palestra alerta para desigualdade de gênero no trabalho

Igualdade de gênero

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apenas 7% das mulheres ocupavam cargo de direção em empresas em 2012
por Portal Brasil publicado: 30/04/2014 11h46 última modificação: 30/07/2014 01h27

A desigualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho só terá fim quando a estrutura da sociedade for alterada. A declaração foi feita pela secretária-adjunta de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Neuza Tito, em palestra para os funcionários da Eletronorte, na última terça-feira (29), em Brasília. O tema do evento foi desigualdade de gênero e raça no trabalho.

Atualmente as mulheres representam 43% da População Economicamente Ativa (PEA) mas recebem até 30% menos do que os homens na mesma função e têm mais estudo, lembrou a representante da SPM. Mais desproporcional ainda é a representação das mulheres em cargos de direção. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apenas 7% das mulheres ocupavam cargo de direção em empresas em 2012.

A SPM desenvolve ações que visam reduzir essas diferenças. Um exemplo é o programa Pró-Equidade de Gênero e Raça que está em sua 5ª edição. A Eletronorte faz parte do grupo de 83 empresas e instituições públicas que aderiram ao programa em março. A empresa promoveu uma oficina sobre capacitação gerencial na temática de assédio moral, sexual e discriminação no trabalho.

Com a adesão ao Pró-Equidade, as organizações apresentam um plano, no qual se propõem a promover práticas e ações que superem as desigualdades de gênero e raça no ambiente de trabalho. 

“O objetivo do debate é despertar reflexão tanto na mulher quanto no homem sobre essas desigualdades”, afirma Neuza Tito. A secretária considera que já houve avanços no espaço de trabalho. “As organizações participantes do Pró-Equidade chegam a apresentar quase três vezes mais mulheres em cargos executivos em comparação a outras empresas que ainda não aderiram ao programa”, observa.

Neuza Tito sugeriu às funcionárias e aos funcionários da Eletronorte e participantes do debate para pensarem em ações afirmativas que vão alterar o quadro sobre a questão de gênero dentro da empresa. Em sua opinião, combater a desigualdade é uma tarefa de todos e cada um tem a sua função.

Em sua última pesquisa sobre o tema, em 2012, o IBGE indicou os principais dados sobre a atuação das mulheres e de sua importância no mercado de trabalho. Confira:

Em 1991, 82% das famílias brasileiras eram chefiadas por homens. As mulheres eram responsáveis por apenas 18% do total

Fonte:

Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM)

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