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Cidadania e Justiça

Em ato, Secretaria comemora aprovação do 'Hino à Negritude'

Comunidade e sociedade

Comemoração ocorre em Brasília com participação de Luiza Bairros e parlamentares Vicentinho e Benedita da Silva
por Portal Brasil publicado: 29/05/2014 13h20 última modificação: 30/07/2014 01h29

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) promoveu, em parceria com o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), um ato em homenagem à aprovação pelo Congresso Nacional do 'Hino à Negritude', de Eduardo Oliveira.

O ato celebrativo aconteceu na quarta-feira (28), durante a abertura da 45ª Reunião do CNPIR e contou com a participação dos parlamentares Dep. Vicentinho, líder do partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados e autor do projeto que propôs a oficialização do “Hino à Negritude”,  e Benedita da Silva (PT-RJ).

Além dos parlamentares, a mesa foi composta ainda pela ministra Luiza Bairros, Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro, e coordenada pelo secretário-executivo da Seppir, Giovanni Harvey.

As muitas tentativas realizadas por Eduardo de Oliveira, ex-membro do CNPIR já falecido, para aprovação do “Hino à Negritude” remontam aos anos 1960 e na homenagem prestada sua execução contagiante dava provas de força e a atualidade. 

A canção homenageia a luta da população negra e cita, por exemplo, Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Eduardo de Olveira morreu em 2012, aos 86 anos, e não chegou a ver o seu hino oficializado no Diário Oficial

A ministra Luiza Bairros disse que “vários autores já destacaram o papel que museus, censos e hinos podem cumprir no fortalecimento da identidade nacional. O poeta e professor Eduardo Oliveira, com uma visão pluralista e abrangente, teve a sensibilidade de perceber isso e persistir no reconhecimento de sua valiosa contribuição, durante décadas de ativismo”.

“Pois que as páginas da História/ São galardões aos negros de altivez” são versos do refrão do Hino à Negritude, que aguarda apenas a sanção presidencial.

A homenagem prestada pela Seppir/CNPIR a Eduardo Oliveira, com a unanimidade de todos os oradores, cumpriu também o papel de reconhecimento público a um “negro de altivez”, a que se destinam as páginas da história.

Diário Oficial da União

No dia 28 de maio, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei nº 12.981/2014, que determina que  o Hino à Negritude seja entoado em eventos oficiais relacionados ao tema. 

Conheça o texto do hino:

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lhe destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidades
Para o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heroico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.

Fonte:
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

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