Cidadania e Justiça
Museu expõe trajetória do negro no Rio de Janeiro
Patrimônio histórico
O Museu da Memória do Negro, projeto idealizado e mantido por seu Walmiro Fabiano em Barra Mansa (RJ), traz referências de pessoas negras em diferentes setores das sociedades. Utensílios domésticos de época, recortes de jornais e relíquias centenárias compõem o acervo do espaço visitado pela ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiz Bairros, na semana passada.
“Iniciativas como a de seu Walmiro são muito importantes para as novas gerações conhecerem a história do negro e a sua contribuição para o desenvolvimento desse estado e do País”, afirmou a chefe da Seppir, que na ocasião recebeu uma homenagem da Câmara de Vereadores de Barra Mansa em reconhecimento pela sua luta pela promoção da igualdade racial.
Instalado numa área destacada da casa de seu Walmiro, o museu tem como linha temática a inserção do negro nas sociedades da região sul-fluminense, a partir da retração do pioneirismo das personagens negras em diferentes setores. A comendadora Maria das Dores Sacchi de Souza é uma das homenageadas do ponto de memória, cuja criação, segundo o seu idealizador, foi inspirada em seus ancestrais, muitos deles africanos escravizados no Brasil.
Atualmente, seu Walmiro se encontra acamado, mas sem perder o entusiasmo pelo projeto que contagiou o filho de mesmo nome. Gerente de Igualdade Racial de Barra Mansa, Walmiro Filho está criando o site do Museu da Memória do Negro para ampliar a divulgação da ideia.
“A luta pela igualdade racial não é fácil e requer muito esforço de quem atua nessa área, mas as conquistas são muito valiosas”, afirmou o jovem de 32 anos, lembrando a declaração da ministra na abertura da III Conferência de Promoção da Igualdade Racial em Brasília, no mês de novembro do ano passado: “Se não está preparado para a luta não venha. Só venha se estiver preparado”, completou.
Fonte:
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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