Cidadania e Justiça
Demarcação de terras indígenas avança no sul do País
Diálogo
A mesa de diálogo entre produtores rurais e lideranças indígenas prevista para esta terça-feira (10), no município de Sananduva (RS) será mediada por representantes do Ministério da Justiça. As negociações referem-se à Terra Indígena Passo Grande do Rio Forquilha.
A presença da equipe no norte do Rio Grande do Sul já havia sido mencionada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em audiência pública na Câmara dos Deputados, na semana passada.
Após as negociações no Rio Grande do Sul, a equipe segue para Chapecó (SC), onde será realizada a mesa de diálogo para tratar da Terra Indígena Toldo Imbu, localizada no município de Abelardo Luz, oeste catarinense.
Terras indígenas
Nas demais regiões do País, caracterizadas por avançado processo de colonização e exploração econômica e cuja malha fundiária é mais intrincada, os povos indígenas conseguiram manter a posse em áreas geralmente diminutas e esparsas, muitas das quais foram reconhecidas pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) entre 1910 e 1967, desconsiderando, contudo, os requisitos necessários para reprodução física e cultural dos Povos Indígenas, como é o caso das áreas ocupadas pelos povos indígenas no Mato Grosso do Sul, em especial os Guarani Kaiowá.
Essa realidade, verificada principalmente nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, além do estado do Mato Grosso do Sul, expressa uma situação de confinamento territorial e de permanente restrição dos modos de vida indígena, onde se constata a existência de um alto contingente populacional de povos indígenas vivendo, em muitos casos, em áreas diminutas ou sem terras demarcadas.
Fonte:
Ministério da Justiça
Funai
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