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Cidadania e Justiça

Antropóloga e militante Lélia Gonzalez faleceu há 20 anos

Homenagem

Autora de artigos, ensaios e livros sobre temática racial, Lélia foi também um expoente no combate ao preconceito contra a mulher
por Portal Brasil publicado: 10/07/2014 16h07 última modificação: 10/07/2014 16h07
Divulgação/Fundação Palmares  Lélia foi militante do movimento negro e também um expoente no combate ao preconceito contra a mulher

Lélia foi militante do movimento negro e também um expoente no combate ao preconceito contra a mulher

Autora de artigos, ensaios e livros sobre a temática racial, a antropóloga e militante do movimento negro nos anos 1970, Lélia foi também um expoente no combate ao preconceito contra a mulher. Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica indígena, Lélia Gonzalez nasceu em Belo Horizonte-MG, em 1º de fevereiro de 1935.

Sua obra acadêmica e seu trabalho como militante contribuíram para impulsionar não apenas o debate sobre a problemática racial no Brasil, mas também os seus desdobramentos a partir, basicamente, de dois temas correlatos: o tema da ideologia do branqueamento e seus efeitos e o da dupla exposição da mulher negra, discriminada pelo racismo e pelo sexismo.

A antropóloga fez parte do grupo de fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU), principal canal de ressurgimento da luta pela igualdade racial, nos anos 70. Incansável na luta contra o racismo e a discriminação racial, foi também uma militante da causa feminina, particularmente da mulher negra. Sua importância para o movimento negro brasileiro tem sido comparada à de Ângela Davis, grande ícone do movimento negro americano.

Lélia faleceu há 20 anos, no dia 10 de julho de 1994.

Prêmio Lélia Gonzalez

Inspirado na militante, em dezembro de 2013, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Seppir lançaram o Prêmio Lélia Gonzalez – Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras. É destinado exclusivamente às organizações não governamentais (ONGs) e às redes de mulheres negras que atuam contra o racismo e os estigmas sexistas. O edital distribui R$ 2 milhões entre as vencedoras.

O propósito da iniciativa, promovida pelas secretarias de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), é reconhecer o protagonismo, resgatar e disseminar experiências inovadoras de combate ao racismo e à discriminação.

Fonte:
Fundação Cultural Palmares
Secretaria de Políticas para as Mulheres (RS)
Portal da Juventude

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