Cidadania e Justiça
Espaço Futebol para a Igualdade recebe visitantes no Rio de Janeiro
História
O Espaço Futebol para a Igualdade segue aberto para visitação até 20 de julho, no Museu da República (RJ). O objetivo do local é propiciar aos visitantes uma experiência única de vivenciar o esporte.
A história do futebol no Brasil é contada de uma forma jamais vista, sob a perspectiva das mulheres, na exposição multimídia “Mulheres em Campo Driblando Preconceitos”. Jovens e crianças também poderão aprender um novo jeito de jogar futebol, em grupos mistos e sem árbitro, em três mini-quadras montadas no jardim do museu, na chamada praça “Futebol para um Mundo Melhor”. A praça também é destinada a trazer histórias de projetos sociais que utilizam o futebol como ferramenta para transformação. Debates, oficinas e exibições de filmes , realizados no espaço “Trocando Ideais”.
Organizado pelas ONGs Streetfootballworld e Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano), o Espaço Futebol para a Igualdade tem como madrinha a brasileira Marta, a maior jogadora de futebol de todos os tempos, escolhida cinco vezes consecutivas como a melhor do mundo. “Resgatar a história das mulheres no futebol é essencial para que todos conheçam a trajetória de lutas e desafios que nós enfrentamos no cotidiano do esporte no Brasil. O casamento disso com o lado social do futebol é perfeito, pois estamos mostrando ao público como é possível transformar vidas por meio da grande paixão nacional. É um passo enorme para a construção do nosso tão sonhado legado social dos megaeventos esportivos no Brasil”, diz Marta, também representante da causa do futebol feminino e do esporte para o desenvolvimento, além de embaixadora da Boa Vontade do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e madrinha da Streetfootballworld.
Mostrar que o futebol é um esporte capaz de transformar vidas e ajudar no desenvolvimento da sociedade é a principal missão do Futebol para a Igualdade. “Nosso objetivo é proporcionar ao visitante uma nova maneira de enxergar o futebol, além do jogo em si. Estamos discutindo o futebol como plataforma de superação de preconceitos de gênero, raça e condição social e trazendo à luz o debate sobre a prática esportiva em lugares seguros e inclusivos como direito humano fundamental”, explica Mirella Domenich, gerente geral da Streetfootballworld Brasil.
Três salas internas do museu são ocupadas com a mostra Mulheres em Campo Driblando Preconceitos. São dezenas de fotos, vídeos e uma linha do tempo mostrando os contextos sociais e políticos e as principais personagens que escreveram esta trajetória de quase um século da história do país. Os visitantes descobrirão, por exemplo, que o primeiro registro de uma partida de futebol feminino no Brasil foi há 93 anos, em São Paulo (SP), e que o termo torcedor surgiu a partir das jovens que iam ao estádio e ficavam torcendo seus paninhos durante os jogos. “A exposição tratará do futebol feminino no Brasil, abordando a partir da história de atletas e times que, desde a chegada da modalidade no País até a contemporaneidade, desafiam preconceitos de vários tipos para conquistarem o reconhecimento no País que tem o futebol como um de seus símbolos de identidade nacional”, conta Schuma Schumaher, coordenadora executiva da Redeh.
Na parte externa, está disponível a Praça Futebol Para Um Mundo Melhor, com imagens atuais do futebol feminino no Brasil, além de mesas de totó, de touch, e pontos gratuitos de wifii. Destaque da mostra, o público tem a disposição três mini- quadras onde poderá aprender e praticar gratuitamente futebol3, uma metodologia de esporte educacional na qual meninos e meninas jogam juntos numa partida dividida em três tempos e sem árbitro.
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