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Cidadania e Justiça

Laudo sobre morte de Jango deve ficar pronto até outubro

Investigação

Governo já concluiu a fase de contratação dos peritos e a viabilização de um espaço físico para as análises das ossadas exumadas
por Portal Brasil publicado: 23/07/2014 16h06 última modificação: 23/07/2014 16h06

O laudo com as conclusões sobre a causa da morte do ex-presidente João Goulart deverá ser finalizado até o próximo mês de outubro.  A informação foi dada nesta quarta-feira (23) pós reunião da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Os restos mortais do ex-presidente Jango foram exumados no início de dezembro de 2013, no Município de São Borja (RS), em uma operação conjunta entre a Secretaria de Direitos Humanos, CNV, Polícia Federal e a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da SDH.

A meta é fazer constar as conclusões do laudo da morte do ex-presidente Jango que será apresentando até o dia 16 de dezembro próximo.

Para isso, o governo já concluiu a fase de contratação dos peritos e a viabilização de um espaço físico onde serão realizadas as análises das ossadas exumadas do cemitério de Perus (SP). Não há uma previsão exata sobre a data de conclusão da análise das 1.049 ossadas.

Exumação Jango

O processo de exumação de Jango teve início em 2007, por iniciativa de familiares do ex-presidente, que solicitaram ao Ministério Público Federal (MPF) a reabertura das investigações. Em 2011, o pedido foi estendido pela família à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Com a instalação CNV, em maio de 2012, a demanda ganhou força e culminou com exumação que ocorreu no dia 5 de dezembro de 2013. 

Histórico

 João Belchior Marques Goulart foi presidente do Brasil entre 1961 e 1964. Popularmente conhecido como Jango, ele foi obrigado a deixar o cargo e o País após o golpe militar, em seu último ano de governo. Refugiou-se em seu estado natal, Rio Grande do Sul, e depois partiu para o exílio no Uruguai e na Argentina. Exilado, João Goulart faleceu em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, província de Corrientes, na Argentina.

A versão oficial diz que ele foi vítima de um ataque cardíaco, mas há suspeitas de que ele tenha sido envenenado a mando do governo brasileiro por militares uruguaios durante a Operação Condor, uma aliança entre as ditaduras militares da América do Sul nos anos 1970.

Fonte:

Secretaria de Direitos Humanos

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