Você está aqui: Página Inicial > Cidadania e Justiça > 2014 > 08 > Poder Executivo tem competência para tratar de política migratória

Cidadania e Justiça

Poder Executivo tem competência para tratar de política migratória

Estrangeiros

Justiça confirma que Judiciário não pode intervir na liberação, sob risco de violar princípio de separação de poderes
por Portal Brasil publicado: 28/08/2014 11h24 última modificação: 28/08/2014 11h24

A análise e concessão de pedido de refúgio para estrangeiros no Brasil são de competência exclusiva do Poder Executivo. O argumento foi confirmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com base no Estatuto do Refugiado, instituído pela Lei nº 9.474/97, e que não pode o Judiciário intervir na liberação, sob o risco de violar o princípio de separação dos poderes. Recentemente, os advogados da União confirmaram tese similar em ação que discutia a presença dos estrangeiros na cidade de Caxias do Sul.

Com a Copa do Mundo, diversos ganeses entraram no País se recusaram a sair após o prazo estabelecido e se instalaram na cidade de Criciúma (SC). O Ministério Público Federal, por sua vez, ajuizou ação requerendo que a União prestasse assistência humanitária e financeira à cidade, assim como medidas administrativas para acelerar a regularização dos estrangeiros. Também pediu esclarecimentos sobre a política de vistos para menores estrangeiros. 

O Departamento Internacional (DPI) da Procuradoria-Geral da União (PGU), a Procuradoria-Regional da União da 4ª Região (PRU4) e a Procuradoria Seccional em Criciúma (PSU/CCM) explicaram que todas as medidas para análise dos pedidos de refúgio já foram adotadas. Dentre elas, mutirões dos órgãos públicos conseguiram agilizar a solicitação dos pedidos de refúgio, emissão de CPF e carteiras de trabalho provisórias em 48 horas.

Os advogados da União sustentaram que compete ao Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, analisar cada caso de pedido de refúgio, conforme a Lei nº 9.474/97 (Estatuto do Refugiados). Explicaram, ainda, que não é necessária a imposição judicial de cronograma de trabalho já que todas as medidas estão sendo adotadas.

Para a AGU, o tempo transcorrido para análise não acarreta qualquer prejuízo aos estrangeiros, já que eles possuem documentos provisórios que permitem exercer atividade remuneratória e têm acesso aos serviços públicos de saúde e assistenciais.

As procuradorias informaram também que a concessão de vistos de turista seguiu o que dispõe o Estatuto do Estrangeiro, o Decreto nº 86.715/1981 e a Lei nº 12.663/2012 (Lei Geral da Copa). Sobre a permanência de menores de idade no País, destacaram que é necessária autorização parental.

A 4ª Vara Federal de Criciúma concordou com os argumentos apresentados pela AGU e reconheceu que o poder público tomou as providências necessárias para o acolhimento e regularização da situação dos estrangeiros, cumprindo suas obrigações constitucionais. Inconformado, o Ministério Público recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) com pedido de antecipação liminar da tutela recursal.

O TRF4, acompanhando a tese defendida pelas procuradorias da AGU, manteve a decisão da primeira instância por entender que "preserva a ordem jurídico-administrativa, uma vez que afasta a possibilidade de interferência na competência do Poder Executivo da União de estabelecer, segundo critérios técnicos, acerca da distribuição dos recursos em questão."

Fonte:

Advocacia Geral da União

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate discriminação contra LGBT
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Acessibilidade, ‎inclusão e combate ao preconceito são alguns dos temas debatidos no encontro
Conferência debate políticas para pessoa com deficiência
Conheça as proostas da 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de ‎LGBT
Conferência debate discriminação contra LGBT
Entre as principais demandas está a humanização do atendimento de saúde
Conferência dos Direitos da ‪‎Pessoa Idosa debate saúde

Últimas imagens

A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
A seleção dos aprendizes será realizada a partir do cadastro no Portal Mais Emprego
Foto: Pref. de Campo Verde/MT
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
Foto: Blog do Planalto
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Ação ocorreu na zona norte do Rio e na Baixada Fluminense
Divulgação/EBc
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Plano vai ser definido por representantes do ministério do Trabalho, OIT, governo estadual e Ministério Público
Foto: Renato Alves / MTE
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Na Câmara dos Deputados, representação das mulheres também é baixa, elas ocupam apenas 10% das cadeiras
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Governo digital