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Cidadania e Justiça

Plantão judicial assegura audiências públicas de usinas

Leilão de hidrelétricas

Sessões serão promovidas pelo Instituto Ambiental do Paraná, órgão que está conduzindo o processo de licenciamento ambiental
por Portal Brasil publicado: 04/10/2014 14h39 última modificação: 04/10/2014 14h39
Divulgação/AGU Previstas para funcionarem até agosto de 2020, as hidrelétricas produzirão 162 megawatts (MW) em média

Previstas para funcionarem até agosto de 2020, as hidrelétricas produzirão 162 megawatts (MW) em média

A Advocacia-Geral da União (AGU) fará plantão judicial com o objetivo de garantir a realização de audiências públicas sobre as usinas hidrelétricas Telêmaco Borba, Apertados e Ercilândia, localizadas no estado do Paraná.

Previstas para ocorrerem entre os dias 7 de outubro e 4 de novembro, as audiências representam a etapa fundamental para a participação das hidrelétricas no leilão a ser realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 28 de novembro de 2014.

As sessões serão promovidas pelo Instituto Ambiental do Paraná, órgão que está conduzindo o processo de licenciamento ambiental, e ocorrerão nos municípios paranaenses de Tibagi, Imbaú, Telêmaco Borba, Formoso do Oeste, Alto Piquiri, Imporã e Assis Chateaubriand.

Com o objetivo de assegurar a realização das audiências públicas das usinas, a AGU já está mobilizada para atuar em caso de qualquer ação judicial que pretenda impedi-las. Para isso, irá monitorar o ajuizamento de ações contra as audiências nas Justiças Federal e Estadual, atuando prioritariamente nestes eventuais casos.

As hidrelétricas

Segundo Nota Técnica nº 198/2014 do Departamento de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), as três usinas hidrelétricas representam fontes renováveis de geração de energia com baixo impacto ambiental.

Como operam a fio d`água, não possuem reservatório de acumulação e suas áreas inundadas são de pequena extensão. São, portanto, fundamentais para o atendimento das necessidades de suprimento de energia no Sistema Elétrico Brasileiro, como aponta o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2023, atualmente em consulta pública.

O PDE é uma etapa fundamental para o planejamento estratégico do país. Entre seus objetivos, o plano deve atender a uma meta de emissões de gases do efeito estufa na produção de energia.

No caso do PDE 2023, as emissões de gases não poderão ultrapassar, em 2020, o limite de 680 milhões de toneladas de CO2. Para alcançar tal objetivo, as usinas hidrelétricas como um todo desempenham papel fundamental ao manter a grande participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira.

"A construção de novos empreendimentos de geração é necessária para o atendimento às crescentes necessidades da sociedade por energia elétrica, e as usinas hidrelétricas, comparativamente às demais fontes de geração, são as que apresentam a maior atratividade, pois utilizam fonte renovável, com baixo custo de produção e tecnologia amplamente dominada no país", diz o parecer técnico do MME.

Dessa forma, destaca-se o papel importante das três hidrelétricas no PDE 2023. Previstas para entrarem em funcionamento até agosto de 2020, estas hidrelétricas produzirão, juntas, 162 megawatts (MW) em média. Ao comparar a mesma quantidade de energia produzida por usinas termelétrica de carvão, as três poderão evitar a emissão de até 1,2 milhões de toneladas de CO2 por ano.

Localizada no rio Tibagi, afluente do Paranapanema, a usina de Telêmaco Borba apresenta a capacidade instalada de 109 MW. Já as hidrelétricas de Apertados e Ercilândia, ambas situadas no rio Piquiri, afluente do Paraná, apresentam, respectivamente, capacidade instalada de 139 e 87 MW.

Veja abaixo a data e os municípios em que serão realizadas as audiências públicas de cada usina hidrelétrica:

UHE Telêmaco Borba: 7, 8 e 9 de outubro, nos municípios de Tibagi, Imbaú e Telêmaco Borba, respectivamente.

UHE Apertados: 3 e 4 de novembro, nos municípios de Formoso do Oeste e Alto Piquiri, respectivamente.

UHE Ercilândia: 3 e 4 de novembro, nos municípios de Iporã e Assis Chateaubriand, respectivamente.

Fonte:
Advocacia-Geral da União

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